- A Confederação Nacional da Indústria criticou o prazo de 60 dias para implementar mudanças na jornada de trabalho e pediu que o Senado adie o tema neste ano eleitoral.
- O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirmou que o tempo é insuficiente para as empresas reorganizarem produção e negociarem ajustes, o que pode aumentar custos e preços.
- Alban disse que a discussão fica contaminada pelo calendário eleitoral e sugeriu que o Senado avalie prazos de adaptação sem o peso do pleito.
- Ele alertou que o prazo curto tende a levar pequenas e médias empresas a recorrer a horas extras por dificuldade de contratação, devido à escassez de mão de obra.
- A CNI defende uma transição gradual e previsível, questionando o açodamento e sugerindo debate moderado caso a medida seja considerada uma conquista.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou o prazo de 60 dias para implementar mudanças na jornada de trabalho e pediu que o Senado adie a discussão neste ano eleitoral. A cobrança foi feita por Ricardo Alban, presidente da entidade, em participação no programa Mercado Aberto, do Canal UOL.
Segundo Alban, o tempo previsto dificulta a reorganização da produção e a negociação de ajustes pelas empresas, o que acabaria virando custo repassado aos preços. Ele também afirmou que o tema fica contaminado quando envolve calendário eleitoral.
Alban disse que a CNI tenta convencer o Senado a evitar voltar ao tema neste ano, destacando que a lógica de vitória política pode levar a decisões sem medir impactos. O presidente ressaltou a necessidade de prazos de adaptação mais longos.
Contexto e impactos previstos
O dirigente alertou que o prazo curto pode pressionar principalmente micro, pequenas e médias empresas a recorrerem a horas extras, diante da escassez de mão de obra. A situação, na visão dele, tende a aumentar custos e facilitar reajustes de preços.
Ainda conforme Alban, uma transição gradual e previsível facilitaria a absorção dos custos pelos negócios. Ele questionou a justificativa de uma suposta conquista sem tempo adequado para avaliação de efeitos.
Sobre o programa
O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, no UOL, com apresentação de Amanda Klein. A transmissão pode ser acompanhada ao vivo na home do UOL, no YouTube e no Facebook do UOL. O Canal UOL também está disponível em plataformas de TV por assinatura.
Assista ao Mercado Aberto na íntegra para detalhes adicionais, incluindo trechos da entrevista com o presidente da CNI.
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