- Em 2025, a exportação de produtos com baixo valor agregado foi 15 vezes maior que a de itens de alta tecnologia, aponta a CNI com base na Funcex.
- US$ 9,1 bilhões em itens de alta tecnologia foram vendidos ao exterior, contra US$ 130,7 bilhões de produtos de menor intensidade tecnológica; alta de 7,7% vs 2024.
- Produtos de alto valor agregado ficaram com 2,7% do valor total exportado, enquanto as mercadorias de baixo valor agregado representaram 37,5%.
- A CNI vê riscos à competitividade brasileira pela desigualdade na pauta de exportação e reforça a necessidade de avanços em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica.
- O Brasil teve déficit na balança industrial de US$ 71,3 bilhões em 2025, o maior em quase 30 anos; as importações cresceram 6,1% em relação a 2024.
A exportação brasileira de produtos com baixo valor agregado foi 15 vezes maior que a de itens de alta tecnologia em 2025. Os dados são de um levantamento da CNI, com base na Funcex (Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior).
Segundo o estudo, foram exportados US$ 9,1 bilhões em produtos de alta tecnologia, enquanto itens de menor intensidade tecnológica somaram US$ 130,7 bilhões no ano passado. O crescimento do segmento de alto valor agregado foi de 7,7% ante 2024.
Apesar da alta, as exportações de alta tecnologia representaram apenas 2,7% do valor total vendido pelo Brasil ao exterior, ante 37,5% para mercadorias industrializadas de baixo valor agregado.
A CNI aponta que essa assimetria impõe riscos à competitividade brasileira no mercado global. A gerente de Comércio e Integração Internacional, Constanza Negri, afirma que o avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica é essencial para a inserção externa.
O levantamento também destaca dificuldades na produção nacional para atender à demanda interna. Em 2025, houve déficit no comércio industrial de US$ 71,3 bilhões, o maior em quase 30 anos desde 1997.
O saldo negativo entre importações e exportações de manufaturados aumentou 6,1% em relação a 2024, segundo a CNI. Apesar do crescimento do consumo interno, a maior parte do avanço foi sustentada por produtos importados.
Esses números refletem, segundo a entidade, problemas estruturais da indústria brasileira em suprir internamente o crescimento do consumo, o que amplia a dependência de produtos externos. Sob supervisão de João Nakamura.
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