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Construtora de Blumenau vira grupo de R$ 4,5 bilhões

Construtora de Blumenau vira grupo com VGV de R$ 4,5 bilhões e amplia atuação para o litoral e mais de cinquenta usinas, em seis estados

Valter Torresani: expansão com sinergias entre construção civil e geração de energia limpa (Brunno Covello/Divulgação)
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  • A Torresani, criada em Blumenau, soma mais de 110 empreendimentos entregues e R$ 4,5 bilhões em VGV, com 730.000 m² construídos.
  • A empresa expandiu para o litoral norte de Santa Catarina, em Balneário Piçarras, Barra Velha, Itapema e Porto Belo, com cerca de 145.000 m² em construção.
  • A Eletrisa, holding do grupo, administra e opera mais de cinquenta usinas em seis estados, totalizando quase 300 MW de potência.
  • A estratégia une construção e energia: projetos com geração solar nos prédios e estudo de centrais de baterias, além de aplicativo para vender energia com desconto aos compradores.
  • Expectativas para 2026 apontam vendas de R$ 1 bilhão, carteira de dezoito projetos e possibilidade de quase dobrar de tamanho em cinco anos, com parcerias e gestão regional.

Valter Luiz Torresani, engenheiro catarinense, transformou a Torresani de Blumenau em um grupo com atuação em construção e energia. Hoje soma mais de 110 empreendimentos entregues e cerca de 4,5 bilhões de VGV estimado.

A empresa migró do terreno de origem para o litoral norte de Santa Catarina, com projetos em Balneário Piçarras, Barra Velha, Itapema e Porto Belo. Paralelamente, a Eletrisa, holding do grupo, administra mais de 50 usinas em seis estados.

O movimento ocorre após três décadas de atuação na construção civil, com foco em financiamento próprio de obras e gestão de caixa. A ideia é ampliar imóveis no litoral e integrar geração de energia aos empreendimentos.

A trajetória inicial

Valter Torresani cresceu em Blumenau e formou-se em engenharia civil pela UFRJ. O primeiro prédio próprio foi lançado em 1989, em um mercado sem crédito local, o que levou a financiar clientes com o caixa da empresa.

A solução foi alongar prazos de pagamento, vendendo unidades no início da obra. O modelo permitiu manter obras com fluxo de caixa estável e entregas no prazo, com recursos próprios.

A empresa desenvolveu sistemas de controle financeiro, notas promissórias e melhorias no canteiro. Um tijolo maior, criado em parceria com universidade, reduziu consumo de argamassa e mão de obra.

Do apartamento para a usina

Por volta de 20 anos atrás, o grupo entrou no setor de energia com usinas hidrelétricas de pequeno porte. A estratégia foi dividir para vender cotas a investidores qualificados, criando sociedades fechadas para viabilizar projetos.

A Torresani Energia ganhou participação em 14 usinas, e a Eletrisa começou a gerenciar a operação de dezenas de usinas. Hoje são mais de 50 usinas sob gestão, com cerca de 300 MW de capacidade instalada.

A volta ao litoral

Entre 2020 e 2021, a empresa migrou o foco para o litoral norte, buscando terrenos em áreas de alto valor agregado. Balneário Camboriú permanece disputado, então foram escolhidas Piçarras, Barra Velha e Porto Belo, com permutas para viabilizar terrenos.

O objetivo é desenvolver projetos com desenho marcante, evitar massificação de terrenos e atrair investidores. Exemplos incluem o Vértice, em Porto Belo, e propostas em Piçarras com frente mar de 240 metros.

Os números da nova fase

A expansão elevou o VGV total a 4,5 bilhões. Em 2026, a Torresani projeta vendas próximas de 1 bilhão. A carteira em desenvolvimento soma 18 projetos, com 11 no litoral norte e 7 em Blumenau.

A estrutura de gestão foi segmentada por região, com Mariana Torresani, filha do fundador, em posição de liderança. A empresa passou por auditorias, pela Martinelli e, depois, pela BDO.

Energia integrada e passos futuros

Os empreendimentos imobiliários passam a incorporar geração solar sempre que possível. Estuda-se a implantação de centrais de baterias para reduzir dependência de geradores.

A empresa planeja lançar um aplicativo para que compradores possam adquirir energia da Torresani Energia com desconto. Na Eletrisa, o foco para 2026 é atuar em usinas próprias e de terceiros, com parcerias e serviços de monitoramento remoto.

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