- O déficit das contas externas do Brasil foi de US$ 1,8 bilhão em abril de 2025, ante US$ 1,6 bilhão em abril de 2024, segundo o Banco Central.
- No acumulado de janeiro a abril, as transações externas somam US$ 21,96 bilhões.
- No acumulado de doze meses até abril, as transações correntes ficaram em déficit de US$ 64,3 bilhões, abaixo do registrado no mesmo período de 2024 (US$ 73,9 bilhões).
- A balança comercial ficou superavitária em US$ 9,7 bilhões em abril, com exportações de US$ 34,3 bilhões (+13,9%) e importações de US$ 24,6 bilhões (-6,2%).
- Em abril, entradas de investimentos diretos no país somaram US$ 8,9 bilhões, acima dos US$ 5,4 bilhões registrados no mesmo mês do ano anterior; as reservas internacionais aumentaram US$ 4,9 bilhões entre março e abril, totalizando US$ 366,9 bilhões.
O déficit das contas externas do Brasil ficou em US$ 1,8 bilhão em abril, segundo dados do Banco Central. O resultado registra piora ante abril de 2025, quando houve déficit de US$ 1,6 bilhão. No acumulado de janeiro a abril, o déficit soma US$ 21,96 bilhões.
O relatório de estatísticas do setor externo, divulgado nesta terça-feira (26/5), reúne as transações mensais de transações correntes. O saldo acumulado em 12 meses até abril ficou em déficit de US$ 64,3 bilhões, frente US$ 73,9 bilhões no período anterior.
Entenda as contas externas
As contas externas, ou transações correntes, refletem o balanço de mercadorias, serviços e transferências unilaterais. Resultados negativos indicam mais saída de recursos do que entrada. Em 2025, o déficit acumulado equivale a 3,02% do PIB.
No mês, a balança comercial apresentou superávit de US$ 9,7 bilhões. Exportações chegaram a US$ 34,3 bilhões (+13,9%), enquanto as importações ficaram em US$ 24,6 bilhões (-6,2%).
Investimentos e reserva internacional
Os investimentos diretos no país somaram US$ 8,9 bilhões em abril, acima de US$ 5,4 bilhões em igual mês de 2024. Nos 12 meses até abril, o IDP totaliza US$ 79,2 bilhões (3,28% do PIB).
O Banco Central informou ainda que as reservas internacionais subiram US$ 4,9 bilhões entre março e abril, para um estoque de US$ 366,9 bilhões. Esse patamar reforça a proteção do país frente a crises externas.
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