- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado transformou o convite para depor em convocação do presidente do BRB, Nelson de Souza, para a próxima terça-feira (2), no grupo de trabalho sobre o caso Master.
- O requerimento foi apresentado pela senadora Damares Alves e aprovado pelo presidente da CAE, Renan Calheiros, que optou por tornar a oitiva compulsória.
- O BRB busca apoio do Tesouro Nacional para um empréstimo com garantia da União, para recompor o caixa após o envolvimento com o Banco Master e a prisão do ex-presidente Paulo Henrique Costa.
- Em abril, acionistas aprovaram aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões para o BRB, com o governo do Distrito Federal contribuindo R$ 5,3 bilhões para manter a estatal como acionista majoritária.
- A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou pacote que envolve uso de imóveis públicos em fundos imobiliários e remessa de lucros ao BRB; o processo enfrenta disputas judiciais, com decisões no STF em andamento.
O plenário da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado decidiu transformar o convite ao presidente do BRB, Nelson de Souza, em convocação. Ele deverá depor na próxima terça-feira, 2, no grupo de trabalho que discute o caso Master, em Brasília.
A medida partiu de um requerimento da senadora Damares Alves, com o objetivo de entender a natureza, a estruturação e a execução das operações entre o BRB e o Banco Master. A proposta foi encaminhada para votação pelo presidente da CAE, Renan Calheiros.
Calheiros informou que, como o banco não publica balanço desde janeiro, o depoimento não ocorreria por convite. Com isso, o requerimento passou a convocação, tornando obrigatória a presença de Nelson de Souza.
O BRB busca aval do Tesouro Nacional para um empréstimo com garantia da União, para socorrer o caixa após o rombo relacionado ao envolvimento com o banco Master. O ex-presidente Paulo Henrique Costa foi preso por suspeita de recebimento de propina envolvendo imóveis.
Em abril, os acionistas aprovaram aumento de capital de até 8,8 bilhões de reais, por subscrição privada. O governo do Distrito Federal ficou obrigado a aportar 5,3 bilhões para manter a massa acionária majoritária, evitando a privatização.
Situação financeira do BRB
A ampliação de capital visa recompor caixa e manter a controlação do BRB. A operação ocorre em meio a desgaste institucional ligado ao caso Master e ao pedido de ajuda pública.
A Câmara Legislativa do DF aprovou medidas para usar imóveis públicos em fundos imobiliários, com remessa de lucros ao BRB. A decisão enfrenta forte disputa judicial.
Balanço e ações judiciais
No STF, o ministro Edson Fachin liberou o uso de imóveis; porém, Flávio Dino pediu destaque, mantendo o processo em suspense até o plenário físico. O cenário envolve decisões judiciais em curso.
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