- A Bari Securitizadora informou que a Helvetia 5 Administradora de Imóveis não pagou as notas comerciais ligadas ao CRI Helvetia, integrante da carteira do CACR11, em 22 de maio de 2026.
- O saldo devedor do CRI Helvetia é de R$ 58,9 milhões, equivalente a 12,7% do patrimônio líquido do fundo.
- O não pagamento provocou insuficiência de recursos no patrimônio separado da operação, impedindo o pagamento aos investidores do CRI na data prevista (25 de maio).
- A comunicação de adiamento/irregularidade envolve a prática de adoção de medidas pelas emissoras para proteger os titulares dos CRI.
- O episódio se soma a reestruturações e renegociações envolvendo outros CRIs da carteira, com atrasos e mudanças de garantias em empreendimentos como Santo André, Itaparica e Alto Lindóia.
A Bari Securitizadora informou nesta terça-feira 26 que a Helvetia 5 Administradora de Imóveis não realizou o pagamento das notas comerciais ligadas ao CRI Helvetia, operação da carteira do fundo CACR11. O não pagamento ocorreu em 22 de maio de 2026 e gerou insuficiência de recursos para quitar os investidores em 25 de maio.
O CRI Helvetia tem saldo devedor de R$ 58,9 milhões na carteira do CACR11, equivalente a 12,7% do patrimônio líquido do fundo, conforme relatório gerencial mais recente. A Emissora afirmou que adotará medidas cabíveis para proteger os interesses dos titulares.
A operação integra uma sequência de tensões na carteira de recebíveis, com reestruturações e renegociações de dívida em andamento para outros CRIs do CACR11. Entre os empreendimentos envolvidos estão Santo André, Itaparica e Alto Lindóia, conforme documentos analisados pelo Valor Investe.
Situação da carteira CACR11
A inadimplência formal do Helvetia demonstra fluxo de caixa insuficiente para cumprir o calendário de pagamentos. Fundos de recebíveis financeiros costumam distribuir rendimentos com base nesses fluxos, o que pode impactar o desempenho do CACR11.
Impactos e próximos passos
Especialistas indicam que atrasos não afetam apenas o fluxo de caixa, mas também a capacidade de pagamento aos detentores de CRI e o valor total do patrimônio do fundo. A Bari não detalhou novos critérios de reestruturação neste momento.
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