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Crise da carne atinge churrasco nos EUA, mesmo com Trump

Escassez histórica de gado eleva carne bovina nos EUA a recordes, pressionando churrascarias, provocando fechamentos e reajustes de cardápio

Churrascarias enfrentam pressão inédita no preço da matéria-prima
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  • A carne bovina nos EUA atinge preços records no atacado, com bifes a US$ 28,70 por quilo (R$ 160) e carne moída a US$ 15,21 por quilo (R$ 85), relatos de abril baseados no Federal Reserve Bank de St. Louis.
  • O rebanho caiu ao menor nível em 75 anos, puxado por seca, escassez de mão de obra, redução de áreas de pecuária e altos custos operacionais.
  • Brisket no atacado no Texas subiu cerca de 28% ante o ano anterior; algumas casas já cobram preços altos no cardápio, como US$ 77 por quilo (R$ 433) em um caso citado.
  • Restaurantes de churrasco no Texas encerraram atividades neste ano; oito unidades de uma rede entre Virgínia e Colorado enfrentam recuperação judicial.
  • Mesmo diante da crise, algumas redes fortes mantêm desempenho, como Outback Steakhouse e Texas Roadhouse, com crescimento de receita e fluxo de clientes, enquanto consumidores recorrem a opções mais econômicas.

O custo da carne bovina nos Estados Unidos dispara diante de uma queda histórica do rebanho. O gatilho é a seca, soma de fatores como mão de obra e custos operacionais elevados, que pressionam bares, churrascarias e redes de fast-case steak. As altas chegam ao consumidor com ajustes de cardápio.

Bifes estão 17% mais caros, chegando a US$ 28,70 por quilo. A carne moída bateu recorde de US$ 15,21 por quilo, alta de 19%. Dados são de abril do Banco da Reserva Federal de St. Louis. O rebanho caiu para o menor nível em 75 anos, segundo o Texas Farm Bureau.

No Texas, o brisket no atacado subiu quase 28% ante o ano anterior. Gerentes de restaurantes locais passaram a pagar mais por cada quilo. Em Houston, a Roegels Barbecue Co. elevou o preço do brisket para US$ 12,26 por quilo, com cards em alta. Algumas casas já repassam custos aos clientes.

Além de restaurantes que fecham as portas, casos de alta contêm impactos no varejo. O Burnt Bean Co., de Seguin, também elevou o preço do brisket e pode reduzir dias de venda. O Washington Post aponta encerramentos de estabelecimentos no Texas neste ano.

Contraponto

Nem todas as redes sentem o peso da alta. A Bloomin’ Brands, proprietária da Outback Steakhouse, registrou lucro acima das expectativas, com receita de US$ 1,06 bilhão no trimestre. As ações chegaram a subir 40% em um pregão.

A Texas Roadhouse, com cerca de 750 unidades, teve receita de US$ 1,6 bilhão, alta de 12,8%. Mesmo com o cenário, a empresa afirmou que demanda por cortes mais baratos segue ganhando espaço entre consumidores. A rede também ampliou o fluxo de clientes.

O diretor financeiro afirma que houve migração para opções mais econômicas, como carne suína e frango. Restaurantes de alto padrão indicam dificuldade em adaptar rapidamente o cardápio à nova realidade de custos.

O que se sabe sobre o contexto

A pecuária dos EUA começou 2026 com 86,2 milhões de animais, o menor desde 1951. Em 2024 eram 87,2 milhões; 2025 fechou em 86,5 milhões. A queda registra seca, menor reposição de bezerros e elevação de custos de alimentação, combustível e mão de obra.

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