- Decreto fixa subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina aos importadores e produtores até julho, para conter o aumento de preços causado pela guerra no Oriente Médio.
- A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026.
- Economista Mauro Rochlin, da Fundação Getúlio Vargas, aponta que há “outro lado da moeda”: o subsídio será financiado com a renda obtida com a venda de royalties aos produtores de petróleo.
- Ele afirma que essa receita adicional não gera folga fiscal e o governo continua tão endividado quanto antes.
- Afixação de preço temporário não resolve a situação gerada pela taxa de juros elevada e pode não trazer benefícios econômicos a longo prazo.
Até julho, o litro da gasolina terá subsídio de R$ 0,44 para importadores e produtores. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e visa conter a elevação de preços causada pela guerra no Oriente Médio.
A decisão envolve o governo federal e o setor de petróleo, com a renda adicional prevista pela venda de royalties aos produtores servindo de fonte de financiamento. O objetivo é manter estáveis os custos de transporte e de mercadorias, segundo a leitura oficial.
Contexto fiscal e impactos
Economista Mauro Rochlin, coordenador acadêmico da FGV, analisa que a renda obtida com royalties será destinada ao subsídio, o que não reduz o endividamento público. Segundo ele, o governo continuará com o mesmo nível de dívida, o que representa um problema fiscal.
Além disso, Rochlin aponta que a medida não resolve a dinâmica de juros elevada no curto prazo. Mesmo com a contenção momentânea de preços, o efeito a longo prazo sobre a economia permanece incerto.
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