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Empresas defendem adiar PEC e criticam Câmara após reunião com Alcolumbre

Entidades produtivas pedem adiamento da PEC da 6x1 após as eleições, citando falta de estudos e risco de inflação de 6% a 8% na indústria

Skaf criticou o relatório costurado entre governo e Câmara e defendeu que mudanças na escala de trabalho sejam definidas por negociação entre empresas e trabalhadores
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  • Entidades produtivas pediram ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que adie a votação da PEC que acaba com a escala 6×1 para após as eleições de outubro.
  • A pedido participaram CNI, Fiesp e Abimaq, entre outras organizações, durante reunião em Brasília.
  • O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a PEC está fora da realidade brasileira e foi tratada como bandeira eleitoral, sem ouvir o setor.
  • Skaf pediu que mudanças na escala de trabalho sejam definidas por negociação entre empresas e trabalhadores e criticou o relatório entre governo e Câmara.
  • Ricardo Alban, da CNI, afirmou que a medida pode provocar alta de preços entre seis e oito por cento na indústria, com críticas ao período de transição de 14 meses previsto no texto.

A defesa de adiar a votação da PEC que acaba com a escala 6×1 foi apresentada nesta terça-feira, 26, a Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Entidades produtivas argumentam que a medida é inadequada para o momento e que deveria ficar para depois das eleições de outubro. O objetivo é ganhar tempo para debates técnicos.

Participaram da reunião representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Eles afirmam que a proposta foi tratada de forma estratégica pelo governo e pela Câmara.

Entre os críticos, o tema recebeu avaliação de que o texto não considera a realidade de setores diferentes da economia brasileira. A leitura é de que o país possui cerca de 2 mil setores com particularidades próprias, exigindo negociações entre empresas e trabalhadores para qualquer alteração na carga horária.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, reiterou que a PEC estaria fora do equilíbrio econômico do país e que faltariam estudos técnicos sobre impactos. Segundo ele, o Senado pode conduzir o tema com calma, sem pressa, para evitar decisões impulsivas antes das eleições.

Possíveis impactos e posicionamentos

O presidente da CNI, Ricardo Alban, sinalizou que a mudança pode provocar alta de custos para a indústria. Estima-se um aumento de preços entre 6% e 8% nos dois a três meses seguintes ao pleito. A comissão de relatoria, por sua vez, é questionada por demandas de transição mais longa para micro e pequenas empresas.

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