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Empresas enfrentam dificuldades ao desenvolver plataformas próprias

Desenvolver plataforma própria de rastreamento pode encarecer o projeto, gerar dívida técnica e risco operacional, sugerindo uso de soluções prontas

Foto: Divulgação Ikonn / DINO
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  • O setor de rastreamento de ativos deve movimentar US$ 71,55 bilhões até 2034, partindo de US$ 28,97 bilhões em 2026.
  • Muitas empresas avaliam desenvolver plataforma própria do zero para ter controle, mas o processo envolve custos elevados e manutenção contínua.
  • O custo por unidade de um sistema caseiro costuma ficar três a quatro vezes acima do de plataformas consolidadas de rastreamento.
  • O maior risco técnico é a instabilidade ao recebimento de milhões de dados de centenas de modelos de hardware, exigindo engenharia de backend muito robusta.
  • A dívida técnica pode frear o crescimento; alternativas como White Label Elite são citadas como caminho para manter soberania de marca sem reinventar o motor.

O setor de rastreamento de veículos e ativos enfrenta dilemas ao optar por plataformas próprias desenvolvidas internamente. Especialistas apontam que o impulso vem da digitalização da logística e da economia sob demanda, mas os custos podem ser elevados.

Segundo André Luiz Ota, CEO da Ikonn, a promessa de controle total atrai empresas, pois elimina taxas mensais de terceiros. A expectativa é de liberdade para criar funções novas rapidamente, sem depender de terceiros.

Ota alerta que o desenvolvimento é apenas 20% do desafio, enquanto 80% envolvem manutenção, segurança e atualizações constantes. O custo por placa de um sistema caseiro pode ser 3 a 4 vezes maior que o de plataformas consolidadas.

O maior risco técnico envolve a gestão de milhões de dados de diversos modelos de hardware, exigindo engenharia de backend robusta. Quedas de 10 minutos podem paralisar operações de clientes, tornando a reinvenção de protocolos uma tarefa lenta.

Outra preocupação é a dívida técnica, que aumenta com decisões de código inadequadas no início. Com o tempo, o sistema fica complexo, e a equipe perde tempo apagando incêndios em vez de avançar em novas funcionalidades.

Muitas empresas buscam exclusividade ao escrever cada linha de código. Um modelo White Label de Elite é apresentado como alternativa, oferecendo interface e estratégia de mercado com um motor já testado em escala.

Ota também comenta que investidores costumam ver com cautela plataformas caseiras, por dependerem de poucos programadores e possuírem documentação falha, o que eleva o risco operacional. Plataformas estáveis costumam ter maior atratividade de mercado.

Segundo o especialista, a adoção de uma plataforma pronta, com preservação da marca, pode acelerar o crescimento e aumentar o valor de mercado. O software deve ser vista como gerador de valor patrimonial, não como incógnita contábil.

Com a chegada do 5G e do IoT massivo, sistemas legados podem exigir atualização cara para acompanhar a densidade de dados. Ota afirma que novas arquiteturas distribuídas favorecem a escalabilidade e reduzem riscos técnicos.

Para empresários em dúvida, o conselho é buscar uma plataforma que entregue soberania sobre marca e dados, com integração aberta e independência de hardware específico. O foco deve estar no cliente e na operação, não apenas na tecnologia.

Em resumo, o debate entre construir ou adquirir plataformas de rastreamento envolve custos, risco técnico, manutenção contínua e valor de mercado. A decisão deve considerar o equilíbrio entre eficiência, escalabilidade e governança de dados.

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