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Exportações de alta tecnologia sobem, mas representam 2,7% do total

Exportações de alta tecnologia crescem 7,7% em 2025, mas somam apenas 2,7% do total, enquanto produtos de baixa intensidade respondem por 37,5%

Inteligência Artificial - Ciência, Tecnologia; Pesquisa. Foto: Rawpick/Freepick
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  • Em 2025, as exportações de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7%, somando US$ 9,1 bilhões, o que representa 2,7% do total brasileiro.
  • Produtos de baixa intensidade tecnológica alcançaram US$ 130,7 bilhões, equivalentes a 37,5% das vendas externas.
  • O déficit da indústria de transformação ficou em US$ 71,3 bilhões no ano, com importações de US$ 259,7 bilhões, alta de 8,6% (volume maior em 6,1%).
  • As exportações industriais cresceram 3,7% para US$ 188,4 bilhões, e a participação da transformação subiu para 54,1%.
  • EUA continuam como principal destino (US$ 30,2 bilhões); a China comprou US$ 22 bilhões, 19,4% a mais, com alimentos impulsionando o crescimento; Argentina atingiu US$ 18,1 bilhões (alta de 31,4%), puxada pelo setor automotivo.

As exportações brasileiras de produtos de alta tecnologia cresceram 7,7% em 2025, mas representam apenas 2,7% do total exportado. O valor atingiu US$ 9,1 bilhões, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em contraste, os bens de baixa intensidade tecnológica somaram US$ 130,7 bilhões, ou 37,5% do total.

Dados do estudo da CNI, elaborado com base na Funcex, mostram que as exportações de alta tecnologia continuam 15 vezes menores que as de baixa intensidade tecnológica. O resultado evidencia um desafio para a competitividade da indústria brasileira.

Desafios da competitividade

Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, afirma que o cenário exige avanço em segmentos de média-alta e alta intensidade tecnológica. Ampliar essa participação ajuda a diversificar a pauta exportadora e fortalecer a presença internacional.

Déficit e dinâmica de comércio

O levantamento aponta que o crescimento do consumo doméstico ocorreu majoritariamente via importações, que avançaram 6,1% em 2025. A indústria de transformação fechou o ano com déficit comercial recorde de US$ 71,3 bilhões.

Comércio exterior da indústria de transformação

As importações da indústria de transformação alcançaram US$ 259,7 bilhões, alta de 8,6% frente a 2024. Os setores de químicos, máquinas e equipamentos eletrônicos e veículos automotores responderam por mais da metade das compras externas.

Exportações por setor e destinos

Apesar do déficit, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,7% em 2025, totalizando US$ 188,4 bilhões, com participação de 54,1% no conjunto, ante 53,9% no ano anterior. Bens de consumo semiduráveis e não duráveis atingiram recorde, com 22,8% da pauta exportadora.

Destaques regionais

As exportações de carne bovina para a China ganharam relevância, sustentando parte do aumento das vendas. Os setores de alimentos, veículos automotores e metalurgia concentraram 58% das exportações industriais do país.

Destinos e volumes

Os EUA mantiveram-se como principal destino da indústria de transformação, ainda que as vendas recuassem 4,2%, somando US$ 30,2 bilhões. A China elevou em 19,4% as compras, atingindo US$ 22 bilhões, com alimentos liderando o crescimento para o mercado asiático.

Importações e Brasil

Entre os fornecedores, a China manteve a liderança com US$ 70,6 bilhões em bens industriais importados pelo Brasil, ampliando a participação no total de compras externas. Entre os destinos, a Argentina atingiu US$ 18,1 bilhões, 31,4% acima de 2024.

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