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Fim da derrota por 6 a 1 vira bandeira eleitoral, diz indústria

Paulo Skaf diz que fim da escala 6 X 1 não pode virar bandeira eleitoral; empresários pedem debate técnico após as eleições para evitar impactos na economia

Ninguém falou em paralisar a discussão. O que precisamos é não ter pressa
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  • Paulo Skaf, presidente da Fiesp, disse que a pauta da jornada de trabalho 6 X 1 não deve ser tratada como bandeira eleitoral.
  • Empresários se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para defender que o tema seja discutido com mais tempo e de forma técnica.
  • A proposta em tramitação na Câmara prevê reduzir a jornada de 44 para 42 horas em sessenta dias após a promulgação, e chegar a 40 horas em doze meses.
  • O grupo de empresários e a Confederação Nacional da Indústria dizem que o texto foi elaborado de forma apressada e pode impactar preços, trabalhadores e consumidores.
  • A expectativa é que o Senado analise o tema com equilíbrio após as eleições, buscando uma solução que não prejudique a economia, segundo representantes ouvidos na reunião.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, afirmou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, que a discussão sobre a jornada de trabalho 6 X 1 não deve virar pauta eleitoral. O tema envolve tramitação na Câmara dos Deputados e proposta de Emenda à Constituição que pode limitar a escala.

Representantes da indústria se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para discutir o andamento da PEC que propõe o fim da escala 6 X 1. O grupo pediu mais tempo e aprofundamento técnico antes de concluir a matéria.

Para a Fiesp, o tema é de interesse nacional e não pode ser tratado com motivação eleitoral. Skaf destacou que a discussão precisa ocorrer fora do período eleitoral, com estudos técnicos e sem pressa para não prejudicar a economia.

Do lado empresarial, participaram da reunião a senadora Tereza Cristina e os senadores Rogério Marinho e Carlos Portinho, além de Ricardo Alban, presidente da CNI. Eles apontaram que a proposta foi apresentada de forma apressada e pode impactar trabalhadores, empresas e consumidores.

Alban observou que a economia brasileira pode sofrer com prazos curtos de adaptação, elevando custos de produtos e serviços. Os empresários defenderam um debate mais aprofundado e uma solução estável para o país, após o término das eleições.

Skaf disse que o presidente do Senado ouviu as preocupações dos setores, reconhecendo a necessidade de uma discussão cuidadosa. A expectativa é que o Senado analise o tema com equilíbrio e responsabilidade.

A reunião contou ainda com a participação de outros representantes empresariais que ressaltaram a importância de alinhar a proposta à realidade econômica e evitar impactos negativos para a indústria e o consumidor.

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