- O fim da escala 6×1 é apontado como possível aumento da informalidade, segundo Frederico Toledo Melo, da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).
- Melo afirma que, mesmo com manutenção do salário, a inflação pode reduzir o poder de compra e levar trabalhadores a procurar trabalho informal para compensar perdas.
- Segundo ele, sem escalonamento de jornadas, pode haver menor oferta de ônibus público e aumento de custos para passageiros, afetando transporte urbano, intermunicipal e internacional.
- O comentário foi feito no 1º painel do CB Debate sobre a escala 6×1, realizado em 26 de maio, com apoio do Sistema Indústria (CNI/Sesi/Senai/IEL) e da CNT.
- O debate está disponível no canal do Correio Braziliense no YouTube.
O fim da escala 6×1 pode provocar aumento da informalidade no mercado de trabalho, segundo Frederico Toledo Melo, gerente executivo de Relações Trabalhistas da CNT. O argumento é que a redução da jornada, sem aumento proporcional de salário, pode elevar custos para o trabalhador e incentivar a atuação em empregos informais.
Melo participou do 1º painel do CB Debate, promovido pelo Correio Braziliense com apoio de CNI/Sesi/Senai/IEL, nesta terça-feira, 26 de maio. O tema foi a busca de equilíbrio na jornada de trabalho. A discussão ficou disponível no canal do Correio no YouTube.
Para o executivo, a inflação é um fator crítico. Mesmo com a manutenção do salário, a queda do poder de compra pode levar trabalhadores a aceitar atividades informais para compensar a perda econômica.
Ele argumenta que a redução abrupta da jornada pode reduzir a oferta de serviços de transporte público, afetando ônibus urbanos, intermunicipais e internacionais. Segundo Melo, 95% dos passageiros utilizam o transporte terrestre.
O impacto advindo da medida, segundo o argumento apresentado, seria maior para os usuários do sistema de transporte. Cargas atrasadas e tarifas mais altas são citadas como consequências potenciais, caso não haja escalonamento na redução da jornada.
O governo e representantes do setor produtivo discutem alternativas para evitar efeitos negativos na oferta de serviços públicos e na remuneração dos trabalhadores, mantendo a competitividade, sem recorrer à informalidade.
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