- Funcionários da TSMC cogitam sindicalização e até greve por conta de corte de bônus de desempenho em cerca de 13% sobre os ganhos de 2025.
- A insatisfação aparece em várias divisões da maior fabricante de semicondutores do mundo, com possível abertura de negociação coletiva informal.
- A empresa não confirmou o motivo exato, mas aponta aumento do capex (investimentos em equipamentos e estrutura) como parte do cenário que pressiona os salários.
- A TSMC afirmou estar ciente de sua responsabilidade social corporativa em Taiwan e que os bônus de participação nos lucros devem crescer mais em 2026, sem detalhar como.
- Em termos financeiros, a TSMC revelou lucro de US$ 17,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026 e receita 35% maior que no início de 2025, além de manter posição de fornecedora-chave de chips para IA, com clientes como a Nvidia.
Um grupo de funcionários da TSMC está avaliando a possibilidade de sindicalização e até mesmo greve por readequação de bônus, segundo o DigiTimes. A mobilização ganha força dentro de várias unidades da maior fabricante de semicondutores do mundo.
O motivo central é a informação de corte de bônus de desempenho, estimado em cerca de 13% sobre os ganhos de 2025. A TSMC afirma estar ciente de sua responsabilidade social corporativa em Taiwan e projeta que os programas de participação nos lucros devem crescer em 2026, sem detalhar metas.
Parte da insatisfação também estaria ligada ao aumento do capex da empresa, ou seja, investimentos para expansão de fábricas e modernização de linhas. Enquanto isso, a companhia apresenta números positivos que alimentam o atrito com a folha salarial.
Contexto financeiro e cenário de IA
No primeiro trimestre de 2026, a TSMC registrou lucro de US$ 17,9 bilhões e receita 35% maior que o início de 2025, indicando forte desempenho. A empresa é protagonista na cadeia de fornecimento de chips para IA, com clientes como Nvidia, o que intensifica o debate sobre remuneração frente ao alto investimento em tecnologia.
Os trabalhadores chegam a cogitar até a formalização de um sindicato como alternativa a uma greve, com conversas em grupos de redes sociais sinalizando maior aceitação de negociação coletiva informal. A paralisação, mesmo que pontual, poderia chamar atenção global e impactar prazos de entrega de parceiros.
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