- O mercado brasileiro de death care movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano, voltado a planos, assistência e serviços funerários, segundo a Zurik Advisors.
- Nos Estados Unidos, o faturamento do segmento deve chegar a aproximadamente US$ 42 bilhões até 2027, conforme projeção da Global Absolute Markets Insights.
- O funeral premium cresce no Brasil, com serviços exclusivos, personalização e suporte ampliado às famílias durante o processo de despedida.
- Famílias de alta renda têm adotado mais serviços diferenciados, com estruturas sofisticadas, tecnologia integrada e atendimento humanizado.
- A cremação ainda enfrenta resistência, mas pode ser mais acessível e oferecer cerimônia mais delicada e personalizada, segundo especialistas.
O mercado de death care brasileiro movimenta cerca de 13 bilhões de reais por ano, segundo levantamento da Zurik Advisors. Internacionalmente, a projeção aponta para aproximadamente 42 bilhões de dólares nos EUA até 2027, conforme a Global Absolute Markets Insights. As informações aparecem no portal InfoMoney.
O segmento de funerais premium surge como uma das principais inovações, ao incorporar serviços exclusivos, personalização e suporte ampliado às famílias durante o processo de despedida. A proposta envolve cerimônias mais sob medida para refletem a trajetória do falecido.
Fatores como aumento da renda, maior padrão de consumo, mudanças na percepção do luto e alinhamento com tendências internacionais ajudam a impulsionar a expansão no Brasil. Há demanda por cerimônias que expressem desejos manifestados em vida, com foco no legado.
Mercado premium e atuação de grupos
O Crematório Metropolitano São João Batista, do Grupo Riopae, aposta em uma oferta centrada na personalização e no acolhimento. Os serviços são pensados para atender diferentes desejos durante o ritual de despedida, buscando transformar o momento em uma homenagem marcada pela memória.
A alta renda tem mostrado disposição para investir em estruturas sofisticadas, tecnologia integrada e atendimento humanizado. Esses elementos aparecem entre os fatores valorizados para uma experiência mais personalizada e menos burocrática durante o luto.
Cremação: percepção e acessibilidade
Ainda há resistência e desinformação sobre a cremação. Mesmo diante de avanços, muitos a veem como opção invasiva ou inadequada para uma despedida digna, sem considerar a evolução dos serviços atuais.
Especialistas apontam que a cremação pode ser mais acessível do que o sepultamento e permitir cerimônias mais delicadas, com menos ritos que marcam a memória de quem participa. A opção é vista como mais sensível e acolhedora para muitas famílias.
Perspectivas para o setor
Especialistas esperam forte continuidade do movimento de personalização, conforto e acolhimento às famílias. Também se destaca a incorporação de práticas mais sustentáveis, com processos mais simples e menos impactos ambientais, acompanhando as mudanças no comportamento do consumidor.
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