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Greve na Samsung: sindicato ajuíza ação contra acordo salarial

SECU entra com ação na Coreia para suspender votação de acordo salarial mediado pelo governo, após divergências entre divisões, sobretudo memória de chips

Fachada de prédio com letreiro da Samsung em destaque, em imagem preto e branco.
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  • O sindicato Samsung Electronics Co Union (SECU) acionou a Justiça da Coreia do Sul para tentar suspender a votação do acordo salarial mediado pelo governo, alegando não ter direito a participar da votação pós-greve.
  • A votação começou na sexta-feira e deve terminar na manhã desta quarta-feira, com expectativa de ratificação do acordo que encerrou uma greve de dezoito dias envolvendo quarenta e oito mil funcionários.
  • O acordo prevê bônus maiores para a divisão de chips de memória, setor que teve forte lucro com o boom da inteligência artificial, com alguns trabalhadores recebendo até cerca de US$ 416 mil neste ano.
  • Trabalhadores das áreas de fundição e design de chips lógicos terão bônus menores, enquanto funcionários de outras divisões, como smartphones, televisores e eletrodomésticos, receberão valores ainda mais baixos.
  • Além do SECU, parte do National Samsung Electronics Union também demonstra insatisfação; há relatos de contrários entre trabalhadores da área de eletrônicos de consumo e há possibilidade de ações legais por acionistas que contestam partes do acordo.

O sindicato Samsung Electronics Co Union (SECU) acionou a Justiça da Coreia do Sul para suspender a votação de um acordo salarial mediado pelo governo. A entidade afirma que não teve direito de participar da votação após a greve, embora o acordo envolva funcionários de várias áreas da Samsung. A votação começou na sexta-feira e vai até a manhã desta quarta-feira (27). O objetivo é ratificar o acordo que encerrou uma greve de 18 dias com 48 mil trabalhadores.

O acordo foi negociado pela Samsung Electronics Labor Union (SELU) e envolve bônus diferenciados por área. Trabalhadores da divisão de chips de memória devem receber bônus consideravelmente superiores, em meio ao crescimento de lucros impulsionado pela IA. Já áreas como fundição e design de chips lógicos terão bônus menores, e setores como smartphones, televisores e eletrodomésticos, valores ainda menores.

A SECU afirma que a falta de participação na votação foi comunicada apenas aos trabalhadores ligados a outras áreas, aumentando a cisão interna. A SELU informou que mais de 90% de seus 57.290 membros com direito a voto já haviam participado, sem divulgar o resultado. A maioria dos votantes precisa aprovar o acordo para sua validade.

Disputa interna e impactos setoriais

Parte dos membros do NSEU também manifestou insatisfação com os termos. O sindicato, com cerca de 20 mil integrantes, concentra boa parte dos trabalhadores da divisão de chips. Um representante citou votes contrários entre funcionários da área de eletrônicos de consumo e frustração entre profissionais da fundição da divisão de chips.

Analistas apontam que o acordo aliviou a pressão por uma greve prolongada em uma das principais empresas sul-coreanas, cuja atuação representa cerca de um quarto das exportações do país. No entanto, a divisão de ganhos com IA acendeu debates sobre distribuição de lucros entre as diferentes áreas da Samsung.

Há ainda um grupo de acionistas individuais que cogita processar a empresa caso a ratificação ocorra, alegando ilegalidade de partes do acordo sem aprovação acionária. A Samsung não se posicionou até o fechamento deste texto sobre as ações em andamento.

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