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Hugo rejeita pedido de empresários por hora extra sem encargos

Hugo Motta rejeita pleito do setor de não cobrança de horas extras na transição da escala 6x1, mantendo regime de hora extra e banco de horas

Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados
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  • Hugo Motta disse à CNN Brasil que o pleito do setor produtivo para não cobrar eventuais horas extras na transição da escala 6×1 foi recusado.
  • Se o fim da escala 6×1 for aprovado, trabalhadores passarão a ter dois dias de folga por semana; a redução da jornada começa 60 dias após a promulgação.
  • A meta inicial é chegar a 42 horas semanais nesse período, com repouso remunerado de dois dias; após doze meses, o teto fica em 40 horas semanais.
  • O setor havia pedido que as horas extras da transição não fossem cobradas; a possibilidade de compensação por banco de horas permanece.
  • Motta afirmou que não se pode “brincar com a inteligência da classe trabalhadora” e que a Câmara não fará exceção por interesse de nenhum setor.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, rejeitou o pleito do setor produtivo para que, durante a transição do fim da escala 6×1, não fossem cobradas eventuais horas extras entre a diferença trabalhada do modelo atual e o proposto. Motta disse que tudo o que for hora extra será pago como hora extra e que o que for hora trabalhada seguirá sem alteração.

Caso o fim da escala 6×1 seja aprovado, os trabalhadores poderão folgar dois dias na semana. O parecer do relator da PEC, deputado Leo Prates, prevê que a redução da jornada comece 60 dias após a promulgação da emenda. A proposta estabelece 42 horas semanais nessa etapa inicial.

A segunda etapa, 12 meses depois, fixa o limite definitivo em 40 horas semanais, com dois feriados remunerados por semana desde o início. O setor produtivo defendia que as horas que ultrapassassem o novo limite não fossem contadas como hora extra durante a transição, nem registradas em banco de horas.

A Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que a hora extra tem remuneração mínima superior em 50% à hora normal, ou pode ser compensada por banco de horas. Motta afirmou que o pedido não será acatado, alegando que a Câmara não pode privilegiar interesses econômicos em detrimento dos trabalhadores.

Posição da Câmara e próximos passos

Segundo Motta, a Câmara atua para não prejudicar nem setores nem trabalhadores com o avanço da reforma. O objetivo é manter equilíbrio entre produtividade e proteção às condições de trabalho durante a transição. A tramitação da PEC segue em andamento no Congresso.

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