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Interesse de fintechs em abrir novas empresas esfria no Brasil

Queda nos pedidos de novas fintechs ao Banco Central indica amadurecimento do setor e maior seletividade, enquanto rentabilidade de players existentes aumenta

Foto: Reprodução
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  • O número de pedidos de novas fintechs ao Banco Central caiu de quinze por mês para dois, indicando menor ritmo de abertura no Brasil.
  • A retração pode refletir ambiente regulatório mais rígido e consolidação do mercado, reduzindo espaço para entrantes.
  • O Conselho Administrativo de Defesa Econômica recomendou que a B3 desista da aquisição de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios, para evitar concentração e condutas anticompetitivas.
  • Bancos digitais e fintechs já estabelecidos apresentaram alta rentabilidade no segundo semestre de dois mil e vinte e cinco, acompanhada de aumento de provisões para perdas.
  • O cenário sugere amadurecimento do setor, com maior foco em solidez financeira, inovação diferenciada e crescimento sustentável entre players consolidados.

O ritmo de abertura de novas fintechs no Brasil tem mostrado menor fôlego. Dados indicam queda expressiva no número de pedidos de autorização para operar junto ao Banco Central.

Segundo apuração do Finsiders Brasil, a média mensal de solicitações caiu de 15 para apenas 2. A redução pode refletir ambiente regulatório mais exigente e consolidação natural do setor, com menos espaço para novos entrantes.

O cenário regulatório é apontado como desafio constante. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, já comentou surpresas com críticas à PEC que ampliaria atuação e recursos da instituição, evidenciando complexidade regulatória enfrentada pelas fintechs.

Contexto regulatório

A condução de políticas públicas tem sido tema de atenção para o setor financeiro. Além das discussões sobre PEC, o Cade recomenda que a B3 desista da aquisição de 60% da Central de Registro de Direitos Creditórios, argumentando riscos de concentração e anticompetitividade.

Essa tendência de vigilância ocorre em um momento de maior concentração de mercado, o que pode reduzir o espaço para novos entrantes. Autoridades destacam a importância de preservar concorrência, inovação e proteção ao consumidor.

Cenário de mercado e rentabilidade

Apesar da queda de novas fintechs, as já ativas registraram desempenho positivo. Relatório do BC aponta rentabilidade elevada para bancos digitais e fintechs no 2º semestre de 2025, acompanhado de aumento de provisões para perdas, sinal de cautela com crédito.

Os resultados indicam um modelo de crescimento mais sustentável, com foco em solidez financeira e eficiência. A inovação permanece como motor do setor, mas com maior exigência de gestão de risco e qualidade de serviço.

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