- O Focus aponta inflação acima da expectativa, com IPCA subindo 1,55% entre março e abril e previsão de alta ainda maior para maio, devido ao petróleo e ao conflito no Oriente Médio.
- Banco Central alertou que a duração do conflito pode desancorar as expectativas de inflação para horizontes mais longos.
- A mediana das previsões para o IPCA em 2026 subiu de 4,92% para 5,04% em uma semana; para 2027, a expectativa permanece próxima de 4,01%.
- A trajetória da Selic deve ser mais lenta, com projeção de 13,25% ao fim do ano, enquanto a taxa está em 14,5% ao ano.
- Dólar ficou em torno de R$ 5,02, com queda de 0,19%, e o Ibovespa fechou em alta de 0,91%, aos 177.815 pontos, em sessão encabeçada por menor volume e avanços entre Estados Unidos e Irã.
O Boletim Focus aponta inflação acima de 5% em dezembro, com a inflação global impulsionada pela alta do petróleo devido ao conflito no Oriente Médio. O IPCA acumulou 1,55% entre março e abril, e a tendência aponta para mais alta em maio.
O mercado revisa as projeções e eleva a inflação de referência para 2026, que passou de 4,92% para 5,04% em uma semana. Em 2027, a expectativa se aproxima de 4,01%, com manutenção de inflação relativamente baixa para esse ano.
De acordo com o BC, a desancoragem de expectativas de inflação para horizontes mais longos é citada como risco relevante. O cenário externo segue influenciando preços internos, ampliando a cautela com política de juros.
Selic e PIB
O mercado mantém a expectativa de Selic em 13,25% ao ano, apesar de o IPCA permanecer acima do alvo. Hoje a taxa básica está em 14,5% ao ano, o que indica etransições difíceis para controlar a inflação.
A projeção para o PIB de 2026 passou a 1,89%, frente a 1,85% anterior. Em 2027, a previsão caiu para 1,7%. O câmbio projetado para o fim de 2026 é de R$ 5,17 por dólar, levemente abaixo do relatório anterior.
Dólar e bolsa
O Ibovespa encerrou em alta de 0,91%, aos 177.815 pontos, com volume reduzido devido ao feriado nos EUA. A Bolsa foi favorecida por avanços nas negociações entre EUA e Irã, ainda sem acordo selado.
O dólar fechou em R$ 5,02, queda de 0,19%. Analistas destacam alívio geopolítico e menor aversão a risco como fatores da valorização do real, mantendo o câmbio próximo de R$ 5,00 em pregão de baixa liquidez.
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