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Patrimônio de igrejas britânicas teme fim da isenção de VAT

Com o fim da isenção de VAT, igrejas enfrentam custos extras que atrasam ou cancelam restaurações, colocando obras de arte históricas em risco

The restoration of the Peel Tower at St Cuthbert’s Church in Great Salkeld, Cumbria, is under threat due to the new VAT charge on repairs and maintenance
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  • O fim do programa de isenção de VAT para locais de culto impede que igrejas listadas recuperem o VAT em reformas, aumentando custos de restauração.
  • Segundo a National Churches Trust, 21 mil igrejas foram impactadas de uma vez, com novos encargos de VAT sobre projetos de conservação.
  • Obras planejadas sob a expectativa da isenção passam a ser reavaliadas, atrasadas ou até abandonadas, colocando artes e patrimônio em risco.
  • Exemplos: a restauração da Peel Tower, em St Cuthbert’s, Cumbria, com custo estimado de cerca de £95 mil; em St Peter’s, Nottinghamshire, murais de Phoebe Anna Traquair podem exigir mais £50 mil.
  • O governo criou o Places of Worship Renewal Fund, de £23 milhões por ano por quatro anos, mas o benefício é limitado à Inglaterra, deixando Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte sem esse apoio imediato.

O governo britânico encerrou o esquema de isenção de VAT para igrejas listadas, o que elevou custos de manutenção e reforma. A medida atinge milhares de templos e coloca obras de arte históricas em risco, segundo especialistas em patrimônio.

Com o fim do programa, obras que já estavam em andamento devem ser reaviadas sem o alívio fiscal de 20%, elevando o investimento necessário em dezenas de milhares de libras. Pergunta principal: quem paga a conta?

Organizações de defesa do patrimônio dizem que a mudança é abrupta e pode atrasar reparos vitais. Peças como vitrais, pinturas murais e carvings históricos correm o risco de deterioração sem financiamento adequado.

O Ministério da Cultura afirma que o novo Arranjo, o Places of Worship Renewal Fund, terá orçamento anual de 23 milhões de libras por quatro anos, voltado apenas para a Inglaterra. O montante é inferior ao anterior e não cobre outros países do Reino Unido.

Casos específicos já apresentam pressão financeira. O restauro da torre Peel, em St Cuthbert’s Church, Cumbria, estimado em cerca de 95 mil libras, pode ficar inviável com a adição de VAT. O capelão do templo alerta que o custo total pode extrapolar a capacidade da paróquia.

Em Retford, Nottinghamsire, as pinturas de Phoebe Anna Traquair remontam a 1905 e exigem restauração urgente. A igreja precisa levantar cerca de 50 mil libras adicionais apenas para concluir o trabalho, sob o risco de perder as obras únicas.

Especialistas ressaltam desigualdade na tributação de patrimônios culturais. Enquanto museus e galerias com entrada gratuita podem recuperar VAT, muitas igrejas não recebem esse benefício, mesmo oferecendo acesso a interiores históricos.

Apesar do apoio de alguns partidos para reverter a decisão, o governo mantém o novo fundo apenas para Inglaterra. Organizações históricas pedem iluminação sobre critérios de elegibilidade e tempo de aplicação para auxiliar paróquias afetadas.

O tema envolve não apenas a preservação de edifícios, mas a conservação de obras artísticas integradas a estruturas religiosas. Técnicos destacam que atrasos podem comprometer materiais sensíveis e aumentar o custo de restaurações futuras.

Fontes evitam mencionar números adicionais, mas indicam que campanhas já assessoram comunidades locais a buscar soluções privadas ou de voluntariado para manter restaurações em andamento diante da mudança fiscal.

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