- A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da operação Compliance Zero, para investigar repasses do Rioprevidência ao Banco Master; são dez mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, no Rio de Janeiro e em Brasília.
- O alvo é o ex-governador Cláudio Castro, que comandava o estado quando ocorreram os supostos aportes; ele renunciou em março e foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
- A apuração investiga crimes financeiros no Fundo Único de Previdência Social do Rio de Janeiro, que administra pensões de servidores estaduais.
- A investigação já identificou aportes de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de dois mil e vinte e três e julho de dois mil e vinte e quatro; agora apura aplicações de R$ 2,01 bilhões em fundos do mesmo banco, a partir de julho de dois mil e vinte e quatro, totalizando cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência.
- A Rioprevidência administra recursos de aproximadamente 241 mil beneficiários, com folha de pagamentos anual de cerca de R$ 13 bilhões, financiados por contribuições de servidores, governo, royalties e participações do petróleo.
A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da operação Compliance Zero, na manhã desta terça-feira, 26 de maio. A ação mira possíveis crimes financeiros ligados ao Rioprevidência, o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, que administra o pagamento de pensões a aposentados e pensionistas fluminenses. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em Brasília, todos expedidos pelo STF.
O alvo direto é o ex-governador Cláudio Castro, que ocupou o cargo no período investigado. Ele teve mandados de busca cumpridos em sua residência, segundo a PF. O objetivo da operação é apurar supostos aportes financeiros do Rioprevidência em instrumentos de crédito de um banco privado, o Banco Master, entre outubro de 2023 e julho de 2024.
De acordo com a PF, o caso é desdobramento da Operação Barco de Papel. A apuração aponta aportes de aproximadamente R$ 970 milhões do Rioprevidência em letras financeiras do Banco Master nesse intervalo. O governador de então, que renunciou em março deste ano, já havia sido condenado pelo TSE por abuso de poder econômico, tornando-se inelegível.
Banco Master e operações financeiras
A Polícia Federal investiga ainda aplicações de R$ 2,01 bilhões, a partir de julho de 2024, em fundos de investimentos do mesmo banco. Essas operações teriam totalizado cerca de R$ 3 bilhões transferidos do Rioprevidência, segundo informações oficiais da PF.
O Rioprevidência é uma autarquia que gerencia aposentadorias e pensões de servidores civis e militares no Rio de Janeiro. Também administra a carteira de investimentos do estado para sustentar os benefícios. A instituição atende aproximadamente 241 mil pessoas, com folha de pagamentos anual de cerca de R$ 13 bilhões, conforme dados do Sinfrerj.
As letras financeiras citadas são títulos de renda fixa com retorno acordado no futuro e, diferentemente de produtos cobertos pelo FGC, não contam com garantia de ressarcimento. A liquidação do Banco Master é tema de análise para verificar se a instituição tem condições de honrar seus compromissos.
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