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Pneus de origem asiática atingem 69% do mercado; indústria denuncia dumping

ANIP aponta dumping em pneus de origem asiática, que já somam 69% do mercado, e pede elevar tarifa de 25% para 35% para proteger fábricas nacionais

Fabricantes se reuniram com o MDIC para pedir elevação da alíquota de 25% para 35%; governo já identificou irregularidades em importações de pneus, mas ainda não respondeu ao setor
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  • Importações de pneus de origem asiática já respondem por 69% do mercado brasileiro, enquanto a participação da indústria nacional caiu para 31%.
  • A ANIP pediu ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) o aumento da tarifa de importação de pneus de passeio de 25% para 35%, sob o argumento de dumping.
  • Governo já identificou irregularidades em importações de pneus, em relatório do Grupo de Inteligência de Comércio Exterior (GI-CEX), envolvendo subdeclaração de valor e classificação indevida.
  • A ABIDIP é contrária ao aumento, afirmando que elevaria custos e prejudicaria motoristas, frotas e a logística, com preço estimado de pneus de passeio chegando a até 675 reais.
  • O aval final sobre a tarifa ainda depende do governo; o setor envolve 11 empresas, 19 fábricas em sete estados, 35 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos.

O mercado brasileiro de pneus vive um momento de reequilíbrio. Segundo a ANIP, os importados de origem asiática já respondem por 69% do total, enquanto a indústria instalada no Brasil caiu para 31%. A participação teve queda constante nos últimos anos.

Na quarta-feira (20), a associação reuniu-se com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para defender a elevação da tarifa de importação de 25% para 35%. A justificativa é que produtos chegaram com preços abaixo do custo da matéria-prima, indicando possível dumping.

A ANIP afirma que o cenário prejudica fábricas nacionais e cita que parte dos pneus importados não cobre nem o custo da borracha no mercado internacional. A indústria diz buscar condições que assegurem competição justa e protegida.

Governo já investiga irregularidades

O governo já identificou indícios de irregularidades em importações de pneus. Um relatório do GI-CEX, elaborado pelo MDIC e pela Receita Federal, aponta suspeitas de fraude aduaneira entre 2024 e 2025, como subdeclaração de valor e classificação indevida de mercadorias.

A defesa da indústria envolve ampliar o uso do licenciamento não automático, ferramenta que pode atrasar entradas de produtos sujeitos a investigações. Dados do MDIC apontam que parte das licenças é cancelada ou indeferida com fiscalização mais intensa.

O lado dos importadores e o impacto para o consumidor

A ABIDIP, associação que representa importadores, é contrária ao aumento da tarifa. A entidade sustenta que ele eleva custos para motoristas, frotistas e consumidores, com reflexos na logística e na inflação.

Estudos citam que um pneu que hoje sai a 500 reais poderia chegar a 675 reais com a tarifa de 35%. A ABIDIP também ressalta risco de desabastecimento para pneus de aros 13 e 14 usados em veículos mais antigos.

O que vem por aí

A tarifa de importação vigente vale até outubro. O pleito de elevar a alíquota permanece em análise pelo governo federal, com impacto potencial em 11 empresas, 19 fábricas em sete estados, 35 mil empregos diretos e mais de 500 mil indiretos, além da borracha natural produzida no país.

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