- O Ibovespa fechou aos 176.589 pontos, queda de 0,7%; a semana subiu 0,22% e o mês, -5,73% (ano até aqui, +9,6%).
- A elevação das tensões entre EUA e Irã e o aperto no Estreito de Ormuz seguem impactando o mercado, com petróleo mais caro e menor apetite por risco no Brasil.
- O dólar à vista avançou para 5,03 reais, alta de quase 0,2%; na semana permanece estável, mas no mês acumula alta de 1,5%.
- Nos Estados Unidos, Nasdaq e S&P 500 atingiram máximas, impulsionados pela tese de tecnologia e IA, enquanto o Dow Jones recuou.
- O UBS elevou o preço-alvo da Micron em 19%, reforçando a visão de IA como fator estrutural de lucros, alimentando o rali de tecnologia e influenciando fluxos globais.
O Ibovespa fechou em queda de 0,7%, aos 176.589 pontos, após o horário de Nova York. A sessão refletiu o acirramento entre EUA e Irã e a desigualdade entre mercados globais. O dólar subiu quase 0,2%, a R$ 5,03, ampliando a pressão cambial.
Os americanos registraram desempenho divergente entre setores. Dow Jones caiu, enquanto Nasdaq e S&P 500 subiram, impulsionados por avanços no setor de tecnologia e pela ajuda das teses de IA, que funcionam como amortecedor do pessimismo.
A leitura do cenário aponta dois mundos no maior mercado de ações: um ligado à economia real e outro às projeções de tecnologia. Disparos em ações de semicondutores estimularam o otimismo, mesmo com o petróleo mantido em níveis elevados.
A Micron elevou o tom do pregão ao subir 19% após o UBS elevar o papel e ampliar o preço-alvo. A mensagem é de que o mercado de chips de memória pode ter tido demanda mais robusta com a IA, sustentada por perspectivas de longo prazo.
Para o Ibovespa, o pano de fundo é desfavorável. Mesmo com o rali em Wall Street, o aporte externo pode não se replicar no Brasil, diante da dependência de fluxos globais para tecnologia. O volume financeiro do dia ficou em R$ 16,5 bilhões, abaixo da média.
O Comitê de Investimentos acompanha a volatilidade causada pela percepção de risco geopolítico e a valorização de teses de IA. A mudança de humor entre investidores globais tende a influenciar o ritmo de ingresso de capitais no Brasil.
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