- Companhias do seguro garantia já articulam a criação de um sistema de autorregulação no Brasil.
- A iniciativa é inédita no país e ganhou impulso após a liquidação da Infinite pela Susep, anunciada na semana passada.
- A Infinite atuava no seguro garantia e respondia por cerca de 0,5% do mercado.
- O setor aponta risco de crise de confiança na modalidade diante da suspensão das operações da Infinite.
- A autorregulação visa fortalecer governança e reduzir riscos entre os participantes do seguro garantia.
Na semana passada, companhias do setor de seguro garantia começaram a articular um sistema de autorregulação, mesmo antes de a Superintendência de Seguros Privados (Susep) decretar a liquidação da Infinite, empresa com atuação majoritariamente no estado de Goiás. A iniciativa é inédita no país.
O objetivo é estabelecer regras internas para que o segmento mantenha padrões de solvência, governança e cumprimento de garantias, diante da possibilidade de mudanças no mercado decorrentes da decisão regulatória. O movimento envolve seguradoras que trabalham com garantias contratuais.
A Infinite respondia por cerca de 0,5% do mercado de seguro garantia. O temor entre as companhias, segundo fontes do setor, é de que a liquidação possa provocar crise de confiança na modalidade e desvalorizar ativos ou operações correlatas, impactando contratos e clientes.
Ainda não há confirmação sobre prazos ou diretrizes finais da autorregulação, que está sendo desenhada por entidades do setor em diálogo com reguladores. O caso da Infinite continua sob análise das autoridades, sem conclusão anunciada até o momento.
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