- Setor financeiro pretende ampliar investimentos em cibersegurança nos próximos 12 meses, com 62% dos executivos citando alta nos gastos, acima da média geral de 60%.
- Troca de fornecedores (30%), mudanças em apólices de seguro cibernético (40%) e realocação de infraestrutura crítica (43%) aparecem entre as principais ações do setor diante do cenário geopolítico.
- Principais preocupações: ameaças na nuvem (32%), ataques a produtos conectados e riscos de computação quântica (29% cada); custos de ataques variando de US$ 1 milhão a US$ 9,9 milhões para 17% das empresas.
- Inteligência artificial é a prioridade de investimento em 2026 (36%), seguida de segurança em nuvem (33%) e segurança de rede/zero trust (32%); engenharias social com deepfake preocupa 53% dos executivos financeiros.
- Envenenamento de dados preocupa 33%; capacidades fortalecidas incluem caça a ameaças com IA (48%) e detecção/análise comportamental (40%); cerca de 61% já exploram segurança quântica, com apenas 22% implementando medidas concretas.
As instituições financeiras lideram a intenção de investimentos em cibersegurança, segundo estudo da PwC. Dados mostram que 62% dos executivos do setor planejam ampliar recursos no próximo ano, acima da média geral de 60%. O estudo considera IA, geopolítica e computação quântica como fatores propulsores.
Eduardo Batista, sócio da PwC Brasil e líder de cibersegurança, afirma que conflitos geopolíticos ampliam a exposição a ameaças digitais e aceleram os investimentos. Ele ressalta que o cenário traz novas ameaças que demandam proteção mais robusta.
Entre os motivos do avanço, o setor financeiro aponta maior troca de fornecedores como resposta a tensões geopolíticas. Além disso, 40% dos entrevistados indicam maior adesão a mudanças nas apólices de seguro cibernético, enquanto 43% ressaltam realocação de infraestrutura crítica.
Principais preocupações e impactos
A nuvem aparece como principal preocupação, citada por 32% dos respondentes. Em seguida, ataques a produtos conectados e riscos de computação quântica, com 29% cada. Os custos de violações também são relevantes, com 17% reportando impactos entre US$ 1 milhão e US$ 9,9 milhões nos últimos três anos.
Na estratégia de investimento, a IA figura como prioridade de orçamento para 2026, segundo 36% das instituições financeiras. Segurança em nuvem aparece em 33% e segurança de rede/zero trust em 32%.
Tendências de defesa e desafios
O relatório destaca o foco em identidade e integridade de dados no sistema financeiro, com 53% dos executivos preocupados com engenharia social por meio de deepfake. O envenenamento de dados é citado por 33% como ameaça relevante para uso de IA em concessão de crédito e detecção de fraudes.
Entre as capacidades defendidas, 48% priorizam caça a ameaças com IA e 40% destacam detecção de eventos e análise comportamental. Batista aponta a migração para defesas automatizadas com resposta em tempo de máquina, envolvendo IA.
Apesar do avanço, a adoção enfrenta entraves. A principal dificuldade é a falta de conhecimento sobre aplicação de IA na defesa cibernética, mencionada por 48%. Outros desafios: definição de apetite ao risco (41%) e escassez de profissionais especializados (39%).
Montante de exploração da computação quântica
A computação quântica já entrou no radar do setor: 61% das instituições estão em fases de exploração, pilotos ou testes de segurança quântica, enquanto 22% já implementaram medidas. O Banco Central também acompanha as discussões sobre novos padrões de segurança para a era quântica no Brasil.
Segundo Batista, pagamentos e bancos discutem novas regulamentações para a era quântica, com o BC atuando para orientar instruções normativas futuras. A cibersegurança ganha posição estratégica nas instituições, com CISOs reunindo-se regularmente com CTOs e executivos de risco para alinhar controles.
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