- O COO da Uber, Andrew Macdonald, disse que não vê conexão clara entre o aumento do consumo de tokens no Claude Code e maior entrega de ferramentas para consumidores.
- Ele afirmou que, nos próximos trimestres e anos, os benefícios dos investimentos em IA podem ficar mais evidentes, mas, no momento, ainda é difícil medir, mesmo com métricas subindo.
- Macdonald destacou que é preciso discutir consumo de tokens e custos versus número de funcionários, tema que pode explicar parte do retorno da IA.
- Investidores andam preocupados com o retorno de IA, já que os custos de desenvolvimento são altos e exigem infraestrutura e energia.
- A Gartner projeta investimentos em IA de US$ 2,59 trilhões em 2026, mas aponta apetite limitado das empresas por aplicações corporativas e transformações disruptivas, dificultando o ROI.
O presidente e COO da Uber, Andrew Macdonald, afirmou que a empresa ainda não identifica uma relação direta entre o aumento do consumo de tokens no Claude Code, ferramenta de IA da Anthropic para desenvolvedores, e entregas de recursos mais úteis aos usuários. A declaração veio de entrevista no canal Rapid Response do YouTube.
Macdonald disse que, nos próximos trimestres e anos, os benefícios do investimento em IA podem ficar mais evidentes, ainda que as métricas atuais apontem avanços significativos. Ele ressaltou que é preciso comparar o consumo de tokens e os custos com o número de funcionários para entender o retorno.
Investidores acompanham o tema com cautela, diante dos altos custos de desenvolvimento e da infraestrutura exigida pela IA. O mercado teme que o retorno seja mais lento do que o esperado, especialmente em modelos que exigem grande energia e capacidade computacional.
Relatório recente da Gartner projetou investimentos globais em IA de cerca de US$ 2,59 trilhões para 2026, sinalizando ambição corporativa. Porém, a consultoria destaca apetite limitado para transformar IA em ganhos disruptivos, com foco em melhorias incrementais.
Analistas apontam que muitas empresas ainda destinam recursos para aplicações IA de uso interno, sem acelerar ainda grandes mudanças nos diversos setores. A Uber, enquanto acionista de IA, observa o momento para medir impactos reais sobre produtividade.
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