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Brasil pode liderar minerais estratégicos e terras raras, diz presidente do IBRAM

Brasil pode liderar minerais estratégicos e terras raras, mas enfrenta desafio tecnológico de refino e disputa geopolítica internacional

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  • O presidente do Ibram afirma que o Brasil pode liderar minerais estratégicos e terras raras, apesar de apenas vinte e sete por cento do território mapeado para mineração.
  • O país já possui a segunda maior reserva mundial desses minerais, mas o grande desafio é o processamento e refino, que exigem tecnologia e investimentos de longo prazo.
  • Cesário defende independência estratégica do Brasil na disputa global por minerais críticos e diz que o país pode dialogar tanto com os Estados Unidos quanto com a China, com avanço rápido de uma lei que incentive a industrialização.
  • A mineração representa cerca de cinco por cento do PIB, faturou mais de R$ quatrocentos bilhões em 2025 e arrecadou aproximadamente R$ 103 bilhões em impostos no último ano.
  • O tema também envolve sustentabilidade e segurança: há pressão para reduzir garimpo ilegal e aumentar a rastreabilidade da cadeia para evitar lavagem de dinheiro e atuação do crime organizado.

O presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração), Pablo Cesário, afirmou em entrevista ao JR ENTREVISTA que o Brasil tem potencial para liderar minerais estratégicos, críticos e terras raras. O programa vai ao ar nesta quarta-feira, 27, pela Record News, R7 e RecordPlus. A conversa ocorreu com a jornalista Vanessa Lima.

Cesário explicou as diferenças entre minerais estratégicos, críticos e terras raras. Minerais estratégicos são relevantes para a economia; críticos envolvem dependência de importação e questões de segurança nacional; terras raras são 17 elementos-chave para tecnologias de transição energética, como baterias e geração de energia.

O presidente do Ibram disse que o Brasil já possui a segunda maior reserva mundial de terras raras, mesmo com apenas 27% do território mapeado em escala de mineração. O grande desafio, segundo ele, está no processamento e refino das terras raras, demanda por tecnologia complexa e investimentos de longo prazo.

Potencial e desafios

A defesa da independência estratégica foi enfatizada por Cesário, que vê o Brasil em posição de dialogar com Estados Unidos, China e outros parceiros, atuando como fornecedor confiável. Ele também pediu avanços no Congresso para a aprovação de um projeto de lei sobre minerais estratégicos, com incentivos à industrialização do setor.

Para o entrevistado, o principal avanço depende da aprovação rápida da lei já em discussão. A proposta prevê melhorias regulatórias e apoio ao desenvolvimento tecnológico necessário para refino, processamento e produção de óxidos com alto nível de pureza.

Impactos econômicos e sustentabilidade

Cesário apontou que a mineração responde por cerca de 5% do PIB brasileiro, com faturamento superior a 400 bilhões de reais em 2025 e arrecadação de aproximadamente 103 bilhões em impostos e taxas no último ano. O desempenho pode favorecer desenvolvimento social, desde que recursos sejam direcionados a educação, saúde e infraestrutura.

O tema da sustentabilidade foi abordado em meio a tragédias como Mariana e Brumadinho. O presidente do Ibram destacou uma constante preocupação com segurança, afirmando que o setor trabalha para evitar novos acidentes. Também ressaltou a necessidade de rastreabilidade para coibir garimpo ilegal e lavagem de dinheiro.

Rastreamento e combate ao garimpo ilegal

Cesário alertou para o avanço do garimpo ilegal de ouro e defendeu mecanismos de rastreabilidade que ampliem o controle da cadeia produtiva. A ideia é evitar a atuação do crime organizado e assegurar a origem dos minérios, indo além da simples comercialização.

O programa de entrevista é veiculado pela Record News, pelo R7 e pelas redes sociais, além do RecordPlus, com cobertura continuada das principais notícias do dia.

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