- O Itaú BBA elevou o tom para BTG Pactual (BPAC11) e mantém a XP sob cautela, ajudando a colocar o BTG como principal aposta do banco entre as ações do setor financeiro.
- O BTG se destaca pela diversificação, expandindo crédito corporativo, gestão de fortunas e administração de recursos, além de avançar em crédito ao consumidor com Pan e Meu Tudo.
- O banco estima que a carteira de crédito ao consumidor do BTG possa chegar a R$ 99 bilhões em 2026 e a R$ 125 bilhões em 2027, com ajuste positivo de lucros de 3% para os próximos dois anos.
- Na B3, a recomendação segue favorável, mas o cenário de bolsa ficou menos favorável devido à desaceleração dos fluxos estrangeiros e à menor sustentação de volumes.
- A XP teve projeções revisadas para baixo, com preço-alvo reduzido de US$ 21 para US$ 19 e queda de 9% nas expectativas de lucro para 2026 e 2027, devido a receitas de renda fixa pressionadas e menor monetização de operações de ações.
O Itaú BBA elevou a avaliação do BTG Pactual, destacando-o como principal aposta entre as ações do setor financeiro. A casa também manteve visão positiva para a B3, mas adotou postura mais cautelosa em relação à XP, cuja recuperação perdeu fôlego no atual momento de mercado.
A instituição apontou que o início de 2026 trouxe forte recuperação da bolsa brasileira, impulsionada por investidores estrangeiros. Contudo, a tendência recente indica relaxamento desse impulso, com saída líquida de recursos em maio e queda de dinamismo nos derivativos.
Para o BTG, o destaque ficou com a diversificação, que amenizou impactos de menor performance em outras áreas. O banco projeta avanço da carteira de crédito ao consumidor, apoio pela consolidação do Banco Pan e pela aquisição da Meu Tudo, além de melhoria em crédito corporativo e gestão de fortunas.
BTG ganha tração em crédito e negócios de consumo
O Itaú BBA avalia que a carteira de crédito ao consumidor do BTG pode chegar a R$ 99 bilhões em 2026 e a R$ 125 bilhões em 2027. As projeções de lucro ajustado para o BTG subiram 3% para os próximos dois anos, chegando a R$ 20,5 bilhões em 2026 e R$ 23,5 bilhões em 2027.
No âmbito de ativos, a divisão de negociação foi considerada sólida diante da volatilidade. O banco também aponta avanço na concessão de crédito ao consumidor, o que reforça a exposição do BTG a esse segmento.
B3 segue em radar, com atenção a fluxos
Para a B3, o Itaú BBA manteve recomendação positiva, mas reconhece menor ímpeto em relação ao início do ano. O volume médio diário por ações fica em torno de R$ 35 bilhões, com fluxos estrangeiros mais fracos e necessidade de suporte de investidores locais.
Projeta-se crescimento de 15% no lucro da B3 em 2026 e dividend yield de 7,1%. A avaliação considera que a bolsa ainda oferece qualidade de ganhos, mas exige atenção aos sensores de demanda de estrangeiros.
XP tem projeções revisadas para baixo
A XP teve projeções revisadas após desempenho considerado abaixo do esperado. O preço-alvo das ações, em NY, caiu de US$ 21 para US$ 19. A XP enfrenta pressão de rentabilidade em renda fixa pela elevação de spreads de crédito e menor atividade em dívida corporativa.
As receitas com ações cresceram menos que os volumes negociados na B3, sugerindo menor monetização das operações. O BTG aproximou-se da XP em ativos sob custódia, segundo o Itaú BBA, o que motiva revisão das estimativas de lucro da XP para 2026 e 2027.
Contexto e conclusão de cenário
O Itaú BBA mantém uma visão de cenário positivo para o mercado de capitais brasileiro, porém com dependência maior de escolhas acertadas entre as empresas. As avaliações destacam a resiliência do BTG diante do ambiente desafiador e o ritmo de crescimento da B3, enquanto a XP enfrenta maior volatilidade de margens. As projeções de lucro refletem esse redesenho de expectativas.
Entre na conversa da comunidade