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Confiança da indústria sobe em maio e atinge maior nível em um ano, aponta FGV

Índice de Confiança da Indústria sobe para 97,1 pontos em maio, maior nível em um ano, com melhora da demanda, mas incerteza persiste para os próximos meses

Fábrica de veículos elétricos da BYD no Polo Industrial de Camaçari - 03/02/2026 (Foto: REUTERS/Rafael Martins)
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  • O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1 ponto em maio, para 97,1 pontos, atingindo o maior nível em um ano.
  • O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 98,7 pontos, também o melhor patamar desde maio de 2025.
  • O Índice de Expectativas (IE) aumentou 0,1 ponto, para 95,6 pontos, mantendo um viés de cautela entre empresários.
  • A melhora na demanda e a normalização dos estoques são citadas como motivos para a percepção mais positiva, ainda que haja dúvidas sobre o curto prazo devido aos conflitos no Oriente Médio.
  • O Banco Central deve se reunir em junho, após reduzir a Selic em 0,25 ponto percentuais para 14,50%, mantendo cautela quanto aos passos seguintes.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) do Brasil subiu em maio, após queda no mês anterior. A leitura chegou a 97,1 pontos, avanço de 1,1 ponto ante abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O dado representa o maior nível em um ano.

O Índice de Situação Atual (ISA) avançou 2,2 pontos, para 98,7 pontos, também o maior desde maio de 2025, aponta a FGV/Ibre. A melhora no presente é associada a maior demanda e à normalização de estoques após os impactos iniciais dos conflitos no Oriente Médio.

O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,1 ponto, para 95,6 pontos. A leitura indica cautela entre empresários quanto aos próximos meses, com incerteza relacionada a impactos na produção e no ambiente de negócios, especialmente em bens de consumo não duráveis.

Segundo o economista Stéfano Pacini, a percepção positiva sobre o presente contrasta com incertezas futuras. Ele cita o preço do petróleo e possíveis desarranjos na cadeia de suprimentos como fatores que mantêm o alerta aceso.

O analista ressalta que o cenário externo dificulta a flexibilização da política monetária, o que pode afetar a atividade industrial. A opinião é de que tensões geopolíticas exigem atenção aos preços e à produção.

O Banco Central tem próxima reunião em junho. A instituição comunicou recente redução de 0,25 ponto percentual na Selic, para 14,50%, mantendo cautela para próximos passos.

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