- Donald Newhouse, herdeiro bilionário do jornalismo, morreu aos 96 anos na casa dele em Lambertville, New Jersey, de linfoma, na terça-feira.
- Ele era irmão mais novo de Samuel Irving Newhouse Jr., conhecido como Si, e juntos herdaram um vasto império midiático da família.
- Donald ficou ligado principalmente aos jornais da Advance Publications, comandando o The Star-Ledger, além de expandir holdings como The Plain Dealer, The Times-Picayune e The Oregonian.
- A morte ocorreu poucos dias após uma grande venda da coleção de Si Newhouse, que faturou cerca de 630,8 milhões de dólares, com obras de artistas como Jackson Pollock.
- Embora com menos exposição pública que o irmão, Donald foi uma figura influente no jornalismo norte-americano, segundo reconhecimentos na imprensa.
Donald Newhouse, herdeiro da indústria de jornais e figura-chave de um dos maiores impérios de mídia dos EUA, morreu aos 96 anos. A morte ocorreu nesta terça-feira, em sua residência em Lambertville, New Jersey, devido a linfoma.
Junto ao irmão mais velho, Si Newhouse, Donald herdou o vasto conglomerado de mídia da família. Enquanto Si ficou associado à Condé Nast e publicações como Vanity Fair, Vogue, The New Yorker e Architectural Digest, Donald concentrou-se no negócio de jornais via Advance Publications. Ele chefiou por anos o The Star-Ledger, de Newark, e ajudou a expandir holdings jornalísticos em todo o país, incluindo The Plain Dealer (Cleveland), The Times-Picayune (New Orleans) e The Oregonian (Portland).
Os irmãos mantiveram uma relação próxima mesmo atuando em áreas distintas do império e costumavam trocar informações de negócios durante jantares em Sette Mezzo, na Upper East Side de Nova York. A dupla era conhecida por gerenciar, de forma colaborativa, o vasto conjunto de ativos da família.
Legado e contexto
A notícia da morte de Donald Newhouse surge dias após Christie’s realizar uma venda de obras do acervo de Si Newhouse, que ultrapassou 630 milhões de dólares em leilões com taxas. A venda incluiu obras de artistas como Jackson Pollock, Constantin Brâncuși, Joan Miró, Jasper Johns, Pablo Picasso, Piet Mondrian e Andy Warhol. Pollock, Number 7A, de 1948, atingiu 181,2 milhões de dólares com taxas, estabelecendo recorde para o artista.
Apesar de manter perfil público menos visível que o irmão, Donald teve papel decisivo na consolidação do jornalismo impresso nos EUA, influenciando estratégias de expansão e operação de múltiplas redações. A imprensa e a indústria reconhecem a importância de sua gestão para o desenho do panorama midiático norte-americano. Anna Wintour descreveu o falecido como uma figura de grande energia e humor, em boa medida responsável por impulsionar o funcionamento das redações sob sua liderança.
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