- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, diz que uma eventual liquidação do Banco de Brasília (BRB) geraria um rombo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
- O valor seria arcado pelos bancos associados, conforme a fala dele ao Valor, com base em cifra apresentada pelo Banco Central (BC) no contexto de mediação do STF.
- Por isso, o governo propôs um empréstimo de R$ 5 bilhões ao BRB, a ser contratado pelo Distrito Federal (DF) com fiança de um sindicato de instituições financeiras públicas e privadas.
- A proposta envolve capitalizar o BRB sem usar diretamente recursos do Tesouro, mas especialistas Questionam se poderia, no limite, usar recursos vinculados ao governo do DF caso não haja pagamento.
- O objetivo é manter o BRB operando e evitar impactos sistêmicos, segundo a linha de atuação defendida pelo governo e pelo BC durante a mediação do STF.
Dario Durigan, ministro da Fazenda, afirmou que a liquidação do Banco de Brasília (BRB) resultaria em um rombo de 17 bilhões de reais no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A justificativa, segundo ele, partiu de um número apresentado pelo Banco Central (BC) durante mediação feita pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A proposta do governo é um empréstimo de 5 bilhões de reais ao Distrito Federal (DF) para capitalizar o BRB, com fiança de um sindicato de instituições financeiras públicas e privadas. O objetivo é manter a instituição em funcionamento sem recorrer ao Tesouro.
Durigan concedeu entrevista ao Valor na manhã de quarta-feira, mas não detalhou a origem da cifra de 17 bilhões nem como chegaria a ese valor. Ele reforçou que a ideia envolve o DF buscar recursos no FGC para assegurar o aporte financeiro necessário.
Especialistas questionam o uso potencial de recursos do FGC, ainda que não haja desembolso direto do Tesouro. A crítica aponta que, em risco de inadimplência, haveria possibilidade de impacto sobre recursos que poderiam, em tese, atender ao governo do DF.
Detalhes do empréstimo e impactos
O BRB é alvo de tramitação ligada a decisão do STF, com a mediação envolvendo o BC e o governo federal. A proposta prevê que o DF obtenha capital via FGC, com garantias de instituições financeiras públicas e privadas. A medida busca evitar a falência da instituição distrital, mantendo serviços e empregos.
A avaliação sobre custo, risco e responsabilidade financeira permanece em debate entre autoridades, bancos e especialistas. A discussão envolve impactos para o sistema financeiro e para o orçamento local, sem que haja definição final anunciada.
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