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Empresa substituiu 700 funcionários por IA e mira R$125 milhões com call centers

Escale reduziu a estrutura de mil para 280 funcionários, aposta em IA com call centers virtuais e mira faturamento de R$ 125 milhões neste ano

Ken Diamond, fundador e CEO da Escale: companhia reduziu a estrutura operacional e ampliou a aposta em IA (Escale/Divulgação)
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  • A Escale reduziu a estrutura de pessoal de mais de mil funcionários para 280, migrando partes do atendimento para IA. Estima-se que mais de 700 postos foram eliminados nessa transformação.
  • A empresa fechou 2025 com receita de 100 milhões de reais e projeta alcançar 125 milhões de reais neste ano, um crescimento de cerca de 30%.
  • A mudança abriu caminho para uma operação baseada em agentes virtuais, com a solução interna chamada “aisa” que pode conduzir conversas de venda mais complexas e elevou, em algumas operações, as taxas de conversão em até 40%.
  • A Escale não depende de um único modelo de IA; utiliza modelos de mercado como GPT e Claude, combinados a uma arquitetura própria, fluxos e camada operacional desenvolvidos pela empresa.
  • Entre os clientes atuais estão Banco BV, Claro, Itaú e C6 Bank, com foco em setores como telecomunicações e produtos financeiros, e a estratégia passa pelo uso do WhatsApp como canal central.

A Escale, empresa brasileira criada em 2013 para vender por telefone, mudou o modelo de negócio ao longo dos anos. Inicialmente apoiada em campanhas digitais com grande equipe de atendimento, passou a reduzir a operação humana e investir fortemente em IA para atendimento e vendas.

A redução de quadro foi expressiva: de mais de 1.000 funcionários, a empresa caiu para 280 colaboradores, com a estimativa de ter eliminado mais de 700 postos na transição para IA. Mesmo assim, a receita deve crescer de 2025 para 2026, de R$ 100 milhões para R$ 125 milhões, um salto de 30%.

A empresa atende clientes como Banco BV, Claro, Itaú e C6 Bank, principalmente em telecomunicações e produtos financeiros. A evolução inclui o uso de agentes virtuais e de uma plataforma IA chamada aisa, capaz de conduzir conversas comerciais mais complexas e elevar taxas de conversão.

A Escale não depende de um único modelo de IA. Em vez disso, utiliza modelos disponíveis no mercado, como GPT e Claude, integrados a uma arquitetura própria que gerencia fluxos e operações. O objetivo é manter a flexibilidade para diferentes tarefas.

Ken Diamond, norte-americano e fundador da Escale, afirma que o foco é a jornada de vendas como um todo, não apenas a automação de tarefas. O executivo destaca que a empresa passou por etapas: de atendimento humano reforçado a chatbots, e agora para agentes de IA que conduzem diálogos completos.

Diamond comenta ainda sobre o Brasil, ressaltando que o país possui condições únicas para negócios digitais. O WhatsApp é citado como canal central, refletindo um ecossistema onde consumidores e empresas já operam de forma integrada.

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