- Brasil lidera a pressão para reter profissionais com habilidades ligadas à inteligência artificial, conforme a pesquisa ROI do Bem-Estar 2026, do Wellhub, com 1.515 líderes de RH em dez países entre 6 e 26 de janeiro de 2026.
- O estudo apresenta três grupos que emergem entre as empresas brasileiras: as que se reinventam, as que ficam na zona cinzenta e as que ficarão para trás.
- No país, 98% dos negócios dizem que reter talentos de alta performance será prioridade em 2026, frente a 88% globalmente; 74% temem perder profissionais com IA, contra 62% no mundo.
- Além disso, 89% afirmam que questões de saúde mental elevam custos organizacionais, e 98% dizem que programas de bem-estar ajudam a reter talentos, com 92% creditando ao bem-estar a sustentação da produtividade.
- O relatório aponta que o bem-estar se tornou ativo de balanço, e as empresas que compreendem esse valor tendem a reter melhor os profissionais-chave até 2028.
As empresas brasileiras enfrentam pressão crescente para reter profissionais com habilidades em inteligência artificial. O levantamento ROI do Bem-Estar 2026, realizado pelo Wellhub, mostra que o desgaste emocional já impacta custos e produtividade.
O estudo online aconteceu entre 6 e 26 de janeiro de 2026 e ouviu 1.515 líderes de RH e benefícios em dez países, incluindo Brasil, EUA, Reino Unido, México, Argentina, Espanha, Itália, Alemanha, Holanda e Irlanda.
Ricardo Guerra, líder do Wellhub no Brasil, destaca que a soma entre pressão por performance e saúde mental deteriorada tende a ser um dos principais desafios empresariais dos próximos anos. Tal cenário está ligado à dependência de talentos estratégicos para crescimento e inovação.
O relatório aponta três perfis de empresas brasileiras em ascensão. Primeiro, as que se reinventam, com ROI positivo em programas de bem-estar e vantagem competitiva na retenção e produtividade a partir de 2028. Segundo, as que operam na zona cinzenta, com estruturas reduzidas e desgaste entre quem permanece. E terceiro, as que ficam para trás, tratando bem-estar como benefício periférico.
O paradoxo observado é que a IA não substitui o fator humano, mas sobrecarrega quem permanece após reestruturações motivadas pela automação, segundo Guerra. Os próximos 24 meses devem definir o desempenho das empresas em 2028 frente à valorização de seus talentos.
Dados do Brasil
A pesquisa aponta domínio acima da média global em indicadores de pressão sobre talentos estratégicos, produtividade e saúde mental. No Brasil, 98% dos negócios dizem que reter profissionais de alta performance será prioridade em 2026, ante 88% global.
Além disso, 74% dos líderes temem perder colaboradores com habilidades em IA, contra 62% no conjunto mundial. Outras vantagens aparecem: 89% afirmam que a saúde mental eleva custos organizacionais, 72% global. Programas de bem-estar são vistos como impulso de produtividade por 98%, com 91% reconhecendo relação positiva.
Ainda segundo o estudo, 92% das empresas nacionais consideram o bem-estar essencial para o sucesso financeiro, e 95% registram redução de custos com benefícios de saúde após implementar iniciativas estruturadas. Quase unanimidade aponta que tais ações ajudam a reter talentos e manter desempenho.
O levantamento indica que 96% dos líderes lembram que áreas financeiras influenciam decisões ligadas à força de trabalho, incluindo benefícios. Guerra reforça que o valor humano na era da IA tende a aumentar, destacando o bem-estar como ativo de balanço.
Objetivo final do estudo é orientar decisões sobre saúde mental, incentivos e retenção de talentos para que as empresas brasileiras permaneçam competitivas ao longo da implementação de tecnologias de IA.
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