- A EXAME realiza, nesta quinta-feira, 28, o ESG Summit 2026, reunindo especialistas para debater saúde, circularidade e infraestruturas diante de clima extremo e transição para economia verde.
- O evento começa com a fala de Flávia Bellaguarda, da COP30, atualizando caminhos para eliminar combustíveis fósseis e o cenário brasileiro na transição para fontes limpas.
- Painéis tratam do Marco Legal do Saneamento, com metas de 2033 para água tratada e coleta de esgoto, e da economia circular, incluindo reciclagem no país.
- Infraestruturas resilientes e preparo das cidades para eventos climáticos extremos são discutidos, destacando que apenas 22% das prefeituras se sentem prontas para emergências relacionadas a chuvas, ventos, calor e incêndios.
- O encontro encerra com temas de saúde frente às mudanças climáticas e o envelhecimento ativo, além de destacar o papel de investimentos privados e a participação de representantes de Copasa, Ypê, Coca-Cola Femsa, Afya e PepsiCo.
A EXAME promove nesta quinta-feira, 28, o ESG Summit 2026. O objetivo é discutir o futuro do ESG nas empresas e identificar estratégias para a perenidade dos negócios com critérios socioambientais e de governança. Especialistas e organizações participam do debate.
Flávia Bellaguarda, assessora do MMA para COP30, abre o evento explicando o estágio atual do caminho para eliminação de combustíveis fósseis e o cenário brasileiro na transição para fontes limpas. Dados de energia sustentam o panorama apresentado.
O Brasil já produz 88% de sua energia elétrica a partir de fontes renováveis, conforme Balanço Energético Nacional de 2025. A marca supera o global, mas há pressão para reduzir a exploração de fósseis, especialmente em áreas de alta biodiversidade como a Amazônia.
Painel: ESG nas empresas
Marília Carvalho de Melo, da Copasa, fala sobre qualidade da água e do esgoto no estado. O debate aborda o Marco Legal do Saneamento e metas de 2033 para acesso à água tratada e tratamento de esgoto.
Waldir Beira Junior, da Ypê, participa para discutir o papel do ESG na estratégia corporativa, alinhando sustentabilidade a resultados de negócio.
Rodrigo Oliveira, da Green Mining, comenta economia circular e gestão de resíduos. O Brasil recicla hoje cerca de 9% do lixo gerado, com mais de 80 milhões de toneladas de resíduos anuais.
Cadeia de valor e catadores
Roberto Rocha, da ANCAT, destaca o trabalho de catadores, responsáveis por grande parte da coleta e pelo aumento do reaproveitamento de materiais na cadeia de reciclagem.
Caroline Medeiros, da LACLIMA, analisa políticas climáticas e a infraestrutura necessária para cidades mais resilientes diante de eventos climáticos extremos.
Marcelo Furtado, da Itaúsa, discute investimentos privados como alavanca para melhoria de infraestrutura no país.
Infraestrutura e saúde
O painel sobre cidades resilientes investiga políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas, destacando níveis de preparação municipal para emergências climáticas.
Marcelo Furtado aponta a importância de infraestrutura financiada por recursos privados para dor de cabeça climática das cidades brasileiras.
Arlingo Gonzaga, Afya, Evangelina Araújo, Instituto Ar, e Daniele Machado, Coalizão Cardio, debatem a saúde diante do clima extremo e a preparação dos sistemas de saúde para novas doenças.
Envelhecimento e políticas públicas
Alexandre Kalache, Centro Internacional da Longevidade Brasil, encerra o ciclo da manhã discutindo envelhecimento ativo e adaptação social para reduzir o idadismo nas políticas públicas.
Participantes e patrocínios
Entre os palestrantes confirmados estão executivos de Copasa, Coca-Cola Femsa, Afya, Ypê e PepsiCo. O evento inclui transmissão ao vivo com inscrições abertas. Fonte: EXAME.
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