- A Ferrari apresentou a Luce, seu primeiro carro 100% elétrico, ao papa Leão XIV em Castel Gandolfo, com a delegação liderada pelo presidente John Elkann e pelo CEO Benedetto Vigna; o volante foi entregue ao pontífice como homenagem.
- O lançamento ocorreu em meio a críticas de fãs e à queda das ações da empresa na bolsa de Milão, com a percepção de que o SUV elétrico pode descaracterizar a identidade da marca.
- O modelo tem potência máxima de 1.050 cv, acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e atinge mais de 310 km/h, usando uma arquitetura de 800 volts e bateria de 122 kWh com autonomia superior a 530 quilômetros (WLTP).
- O conjunto traz quatro motores independentes (um em cada roda) e suspensas ativas derivadas do hipercarro F80, com gerenciamento eletrônico por roda para manter características dinâmicas da Ferrari.
- O interior aposta em tecnologia, com telas OLED da Samsung Display, botões físicos integrados e uma chave com tecnologia E Ink; o design contou com a participação do coletivo LoveFrom, liderado por Jony Ive.
Em Castel Gandolfo, Itália, a Ferrari apresentou oficialmente o primeiro carro elétrico de sua história, a Luce, ao papa Leão XIV. A cerimônia ocorreu em meio a críticas de fãs e à queda das ações da marca. A apresentação fez parte da estratégia da ferrari de expandir para o segmento de alto desempenho elétrico.
A delegação foi chefiada pelo presidente John Elkann e pelo CEO Benedetto Vigna, com engenheiros e executivos da empresa. Durante o encontro, o volante da Ferrari Luce foi entregue ao papa como símbolo da parceria entre a marca e a instituição.
O lançamento global da Ferrari Luce ocorreu poucos dias antes, marcando uma nova etapa na trajetória da fabricante. A recepção do público e do mercado, porém, foi diversa, com críticas ao design e à proposta do modelo.
Reação do mercado e do público
As ações da Ferrari chegaram a cair mais de 8% na bolsa de Milão após a apresentação, segundo analistas. O temor é de que a marca amplie sua atuação para elétricos e perca parte de sua identidade ligada a motores a combustão.
Nas redes sociais, a Luce gerou debates sobre o desenho de quatro portas e cinco lugares, afastando-se do visual tradicional dos esportivos da marca. Comentários também foram feitos por figuras políticas italianas sobre o DNA da Ferrari.
Durante a visita ao Vaticano, engenheiros explicaram detalhes do projeto ao papa, incluindo o sistema e-Manettino, um seletor eletrônico que ajusta potência, regeneração de energia e aerodinâmica conforme o modo de condução.
A Luce utiliza uma plataforma específica para elétricos, com quatro motores independentes e potência máxima de 1.050 cv. A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 2,5 segundos, com velocidade máxima superior a 310 km/h.
Além do desempenho, a Ferrari adotou inovações, como suspensão ativa herdada do hipercarro F80, esterçamento traseiro independente e gerenciamento eletrônico por roda. A empresa afirma manter características dinâmicas típicas de seus esportivos, mesmo sem motores de combustão.
O veículo emprega uma bateria de 122 kWh fabricada em Maranello, com arquitetura elétrica de 800 volts e autonomia estimada superior a 530 km pelo ciclo WLTP. A recarga rápida chega a 350 kW.
A cabine apresenta novidades, incluindo telas OLED da Samsung Display, controles digitais aliados a botões físicos e uma chave com tecnologia E Ink. O projeto de design contou com a participação do coletivo LoveFrom, liderado por Jony Ive.
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