- A comissão especial da Câmara vota a PEC que prevê o fim da escala 6×1 nesta quarta-feira, 27.
- O professor de economia José Ronaldo Souza Júnior afirma que a implementação pode estimular a inflação e aumentar a informalidade.
- Ele destaca que o Brasil tem alta informalidade e que comparar com outros países nem sempre é justo.
- Regiões Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste devem ser mais impactadas, pela maior presença de trabalhadores na escala de 44 horas semanais.
- O mercado de trabalho nessas regiões está apertado, o que pode dificultar a substituição de mão de obra caso haja mudanças.
A comissão especial da Câmara dos Deputados votará nesta quarta-feira (27) a PEC que propõe o fim da escala 6×1. A medida ainda depende de parecer e tramitação e pode influenciar o cenário trabalhista brasileiro.
Segundo o economista José Ronaldo Souza Júnior, a implementação da PEC pode estimular a inflação e aumentar a informalidade no Brasil. Ele aponta que as particularidades da economia brasileira tornam o efeito menos previsível.
Souza Júnior ressalta ainda que, em comparação com experiências internacionais, o Brasil tem maior nível de informalidade. Com a mudança, regiões mais desenvolvidas, como Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste, podem sentir maior pressão de contratação.
Impactos regionais esperados
As regiões mencionadas apresentam maior crescimento econômico e menor disponibilidade de mão de obra. Um eventual redimensionamento de jornadas pode exigir contratação adicional, ampliando a demanda por vagas formais.
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