- Ford atingiu a marca de 1 milhão de Puma vendidos na Europa, produzido em Craiova, Romênia.
- O SUV tornou-se peça-chave da operação europeia da Ford, sustentando a presença da marca diante da reestruturação e queda de participação no continente.
- Na Europa, o Puma ganhou motorização híbrida leve de 48 volts com o motor 1.0 EcoBoost e recentemente passou a oferecer a versão elétrica Gen-E.
- No Brasil, a produção do Puma não ocorreu; a Ford encerrou a fabricação nacional em janeiro de 2021, migrando o foco para importados.
- A Ford anunciou cinco novos veículos para a Europa até 2029, com o Puma como símbolo da nova fase, em meio à queda de participação da marca para cerca de 3,3% em 2024; no Reino Unido, o Puma figura entre os carros mais vendidos pelo quarto ano consecutivo.
A Ford atingiu a marca de 1 milhão de unidades do Puma vendidas na Europa, produzido em Craiova, Romênia. O SUV compacto consolidou-se como peça-chave da operação europeia da marca em um momento de reestruturação.
O Puma europeu ganhou versões com motor 1.0 EcoBoost híbrido leve de 48 volts, disponibilidade de câmbio manual ou PowerShift de dupla embreagem e opções de motorização electrificada. Também passou a ter a variante 100% elétrica Gen-E, ampliando a ofensiva de eletrificação no continente.
Além das versões híbridas leves, o Puma passou a ser peça central da estratégia de emissões da Ford na Europa, sem depender apenas de veículos puramente elétricos. Em alguns mercados, o veículo chega a oferecer consumo acima de 20 km por litro no ciclo combinado.
Mudanças na estratégia da Ford na Europa
O Puma surge em meio a um cenário de queda de participação da Ford no continente. A participação da fabricante na Europa caiu para cerca de 3,3% em 2024, permanecendo pressionada em 2026. Ainda assim, o modelo figura entre os mais vendidos no Reino Unido pelo quarto ano consecutivo.
Mesmo com resultados expressivos, a Ford revisou sua estratégia para a região. A empresa anunciou, inicialmente, uma migração total para elétricos até 2030, porém recuou e passou a apostar em híbridos e em uma linha multi-energia. Cinco novos veículos foram anunciados para o continente até 2029.
No Brasil, a situação foi diferente. O motor 1.0 EcoBoost híbrido nunca chegou ao mercado nacional, enquanto a Ford fechou a produção local em janeiro de 2021 e encerrou fábricas, abandonando segmentos de volume que antes sustentavam o Puma em outros mercados.
O Puma, portanto, tornou-se símbolo de uma dualidade regional da Ford: na Europa, como sustentação comercial no setor de massa com eletrificação gradual; no Brasil, o foco recuou para modelos importados e para segmentos de maior valor agregado, sem o mesmo impulso para híbridos leves.
Entre na conversa da comunidade