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Funcionário do Google acusado de usar dados internos para lucrar 1,2 milhão na Polymarket

Funcionário da Google é acusado de usar dados internos para lucrar no Polymarket, com mais de US$ 1,2 milhão em ganhos e fiança de US$ 2,25 milhões

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  • Um engenheiro da Google foi preso e indiciado por usar informações privilegiadas para fazer apostas lucrativas na Polymarket, totalizando ganhos de US$ 1,2 milhão.
  • O acusado, Michele Spagnuolo, é cidadão italiano que mora na Suíça; ele foi detido na quarta-feira e apresentado a um juiz federal em Nova York.
  • O Ministério Público dos Estados Unidos afirma que ele teve acesso a informações internas da Google para realizar as apostas; a empresa disse que o funcionário está afastado.
  • A investigação contou com a colaboração do Federal Bureau of Investigation (FBI) e da Polymarket, que informou ter trabalhado com as autoridades; as apostas teriam sido feitas com criptomoedas de várias contas, associadas ao perfil AlphaRaccoon.
  • Entre outubro e dezembro de 2024, Spagnuolo realizou apostas no valor de US$ 2,7 milhões relacionadas à Google, com lucros superiores a US$ 1 milhão; ele foi liberado mediante fiança de US$ 2,25 milhões.

Um funcionário da Google foi preso sob acusação de usar informações internas para apostar e obter ganhos com a plataforma Polymarket. Michele Spagnuolo, engenheiro da empresa, foi acusado pelo US Attorney do Distrito Sul de Nova York por violar leis de insider trading. A prisão ocorreu na última quarta-feira.

Segundo a acusação, Spagnuolo utilizou dados acessíveis apenas a funcionários para realizar apostas lucrativas, totalizando 1,2 milhão de dólares em ganhos. Ele é italiano, reside na Suíça e já trabalhava na Google há mais de 12 anos, na área de segurança da informação.

A investigação foi conduzida pelo FBI em parceria com a Justiça do Distrito Sul de Nova York. Spagnuolo foi liberado sob fiança de 2,25 milhões de dólares. A prisão ocorreu em Nova York, com o caso apresentado a um juiz federal local.

Contexto e defesa das partes

A Google informou que trabalha com as autoridades e que o funcionário foi afastado. A empresa descreveu o material utilizado como confidencial, acessado por meio de uma ferramenta disponível a todos os empregados, ressaltando violação grave de políticas internas.

O Polymarket afirmou ter colaborado com as autoridades durante a apuração. A plataforma destacou que negociações com blockchain são transparentes e rastreáveis, e que atores mal-intencionados deixam rastros.

Detalhes do caso e cronologia

Conforme documentos, Spagnuolo operava com a conta AlphaRaccoon na Polymarket. As apostas foram feitas com criptomoedas de várias contas, ligadas a um cartão de identidade italiano para vinculação de contas pelo FBI.

Entre as apostas listadas, o Ministério Público aponta tentativas de prever quem seria a pessoa mais procurada no Google em 2025, incluindo nomes como Bianca Censori e o ex-presidente Donald Trump. Em novembro, ele teria reconhecido que D4vd era a mais procurada, com odds próximos de zero.

Segundo as informações oficiais, Spagnuolo sabia do volume de buscas antes da divulgação pública, o que fundamentaria as supostas apostas. O caso permanece em andamento e não houve comentários adicionais por parte do acusado.

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