- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, avalia recomendar duas profissionais mulheres para preencher vagas no Copom.
- As candidatas são Cecilia Machado, economista-chefe do BOCOM BBM, e Marina Copola, diretora da CVM.
- Ainda não houve decisão definitiva; cabe ao presidente Lula dar a palavra final.
- Se avançar, a nomeação elevaria para três o número de mulheres no Copom, incluindo Izabela Correa.
- As vagas estão abertas desde janeiro, e o Senado precisa aprovar as indicações, em meio a um cenário político marcado por tensões e eleições.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, avalia recomendar duas profissionais para preencher vagas abertas no Copom, o comitê de nove membros que define a política de juros. A informação foi apurada pela Reuters junto a três fontes com conhecimento direto do assunto.
Entre as candidatas em análise para a diretoria de Política Econômica está Cecilia Machado, atualmente economista-chefe do BOCOM BBM e PhD em economia pela Universidade Columbia. Também aparece Marina Copola, da diretoria da CVM, como principal candidata para a diretoria de Organização do Sistema Financeiro.
O Copom é composto por cinco membros, e a CVM vinha operando com apenas dois diretores efetivos antes de as indicações serem aprovadas pelo Senado na semana passada. Com a aprovação, reduz-se o risco de que a saída de um diretor comprometa o funcionamento do órgão.
As fontes ressaltaram que ainda não há decisão final, destacando que cabe ao presidente Lula dar a palavra final. Galípolo tem reiterado publicamente que as indicações estão condicionadas ao aval do presidente.
O BC não comentou o assunto, e não houve contato com Machado e Copola. Caso o plano avance, a nomeação ampliaria para três o número de mulheres no Copom, incluindo Izabela Correa, atual diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta, cujo mandato vai até 2028.
Desafios políticos
A demora de Lula em preencher as vagas, abertas desde janeiro, contrasta com críticas sobre a autonomia do BC. A lei de autonomia de 2021 é alvo de debates sobre a influência presidencial no colegiado, indicado por Bolsonaro.
O BC já tomou três decisões de política monetária neste ano com apenas sete de nove membros. A área de Política Econômica vem operando de forma interina, sob a responsabilidade de Paulo Picchetti.
O ambiente legislativo tende a ficar mais complexo com as eleições de outubro, o que pode atrasar votações de indicações. A indefinição também ocorre em meio a tensões entre governo e Senado.
Entre na conversa da comunidade