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Impacto indireto do petróleo na inflação pode superar expectativas, diz Itaú

Itaú aponta que o impacto indireto do petróleo pode somar entre 0,75 e 1,25 p.p. ao IPCA este ano, levando a inflação acima de 5,2%

A economista Luciana Rabelo: “É possível que o impacto indireto seja maior do que o que já está incorporado” — Foto: Celso Doni/Valor
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  • Economistas do Itaú Unibanco indicam que os impactos indiretos do petróleo podem somar entre 0,75 e 1,25 ponto percentual no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano.
  • O efeito indireto complementa o impacto direto, que já eleva preços de combustíveis e de energia.
  • A projeção da inflação oficial deste ano ficaria acima da previsão atual de 5,2%.
  • A participação dos impactos indiretos ainda não foi incorporada ao cenário-base do banco.
  • A economista Luciana Rabelo ressalta que o impacto indireto pode ser maior do que o já considerado.

A Itaú Unibanco aponta que o impacto indireto do petróleo na inflação pode ser maior do que o previsto. Segundo economistas do banco, a alta do petróleo tende a pressionar o IPCA não apenas pelos combustíveis, mas também pelos preços de energia e bens correlatos. A estimativa indica elevação adicional entre 0,75 e 1,25 ponto porcentual neste ano.

O estudo do Itaú reforça que o efeito indireto pode superar o que já vem sendo considerado no cenário base do banco. A projeção foi apresentada por economistas da instituição, com base em cenários de preços internacionais de petróleo e de seus efeitos no consumo e nos insumos.

A projeção do banco é de que o IPCA encerre o ano acima da previsão atual de 5,2%. O cálculo envolve a transmissão de choques de commodity para a economia por meio de custos de produção, taxas de câmbio e reajustes de contratos atrelados aos commodities.

Contexto

  • O estudo analisa como os impactos indiretos do petróleo se traduzem em preços ao consumidor, além do efeito direto nos combustíveis.
  • A leitura aponta que o efeito pode se estender a setores como energia elétrica, transporte e bens de consumo, ampliando pressões inflacionárias no curto prazo.
  • A divulgação ocorre em meio a incertezas sobre trajetória de preços internacionais e política monetária, com o cenário base ainda sob avaliação pelo mercado.

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