- Investidores acompanham com cautela as tensões entre Estados Unidos e Irã, com ataques trocados na semana e incerteza nos mercados.
- As bolsas europeias subiram, impulsionadas por setores automotivo e químico, enquanto a Ásia apresentou desempenho misto.
- Kospi, em Seul, avançou mais de 2% e atingiu recorde; Nikkei, em Tóquio, fechou estável; China e Hong Kong registraram quedas.
- O petróleo deve permanecer elevado por meses, estimado próximo de US$ 100 o barril, com o Estreito de Ormuz ainda fechado.
- Mesmo com alívio parcial, analistas dizem que não há acordo suficiente para encerrar a crise energética; aguarda-se uma reabertura de Ormuz para maior estabilidade.
O uso de tensão entre Estados Unidos e Irã segue influenciando os mercados globais. As negociações para encerrar o conflito caminham, mas ataques recíprocos mantêm a incerteza. Investidores aguardam desdobramentos com cautela.
Bolsas europeias tiveram alta nesta quarta-feira, impulsionadas por setores automotivo e químico. Em regiões, o desempenho foi diverso: Seul teve ganho expressivo, enquanto Tóquio ficou estável. China e Hong Kong tiveram perdas, com tecnologia segurando parte das quedas.
Ambiente de preços e perspectivas
Analistas apontam que o petróleo deve permanecer elevado nas próximas semanas. O professor Alexandre Pires, do IBMEC, estima que o petróleo oscilará em torno de US$ 100 o barril, diante da persistente tensão no Estreito de Ormuz.
Ele ressaltou que o mercado já precificou o fechamento do canal estratégico, mas a normalização regional levará tempo. A percepção é de que nada indica rapidez de retomada da situação anterior.
Custos energéticos e cenários
Mesmo com alívio parcial, especialistas afirmam que a crise energética não está encerrada. As negociações entre EUA e Irã frearam a alta recente, porém a reabertura do Estreito de Ormuz é aguardada para estabilizar os mercados.
Investidores seguem atentos aos indicadores de demanda e à possibilidade de um acordo que reduza as tensões. A recuperação completa dos preços do petróleo pode exigir meses, com impactos possíveis sobre a gasolina neste ano.
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