- O lucro líquido ajustado da Xiaomi caiu 43,1% no 1º trimestre, pressionado por custos de memória, queda nas vendas de smartphones e desaceleração na entrega de veículos elétricos.
- A receita total caiu 10,9%, para 99,14 bilhões de yuans, ficando abaixo da previsão de 103,4 bilhões de yuans.
- A receita com smartphones caiu 12,5%, para 44,3 bilhões de yuans; remessas globais de smartphones caíram 19,2%, mas o preço médio subiu 8,2%.
- No setor automotivo, foram entregues 80.856 veículos no trimestre, alta de 6,6% vs. ano anterior, porém queda de 44,3% em relação ao trimestre anterior; a meta anual de 550 mil veículos permanece.
- A Xiaomi anunciou recompra de ações de até HK$ 20 bilhões nos próximos 12 meses e planeja investir 16 bilhões de yuans em IA e inteligência integrada em 2026.
O lucro líquido ajustado da Xiaomi caiu 43,1% no 1º trimestre de 2026, para 6,07 bilhões de yuans (US$ 890 milhões), enquanto a receita total ficou em 99,14 bilhões de yuans (US$ 14,6 bilhões). O resultado ficou abaixo das expectativas de analistas, com a China enfrentando custos de chips de memória mais altos, queda nas vendas de smartphones e desaceleração na entrega de veículos elétrônicos.
A receita recuou 10,9% ante o mesmo período do ano anterior, e as ações da empresa listada em Hong Kong fecharam em queda de 0,8%. A Xiaomi anunciou programa de recompra de ações de até HK$ 20 bilhões (US$ 2,5 bilhões) para os próximos 12 meses.
Desempenho por segmento e estratégia
- Smartphones: a receita caiu 12,5%, para 44,3 bilhões de yuans, com remessas globais de 33,8 milhões de unidades, queda de 19,2% ante o 1º trimestre de 2025. O preço médio subiu 8,2% para 1.310 yuans, mas a margem bruta do segmento caiu para 10,1%. O presidente Lu Weibing informou que a empresa reduziu estoques de modelos de baixo e médio custo, acelerou lançamentos de modelos premium e ampliou a atuação com IA.
- Dispendiosos custos de memória: custos com chips de memória subiram consideravelmente, zerando margens em parte do produto. A empresa prevê continuidade desse cenário no 2º trimestre, com pressões que podem persistir até estabilização de preços de DRAM e NAND.
- IA e monetização: o diretor financeiro Lin Shiwei detalhou planos de IA, incluindo o “Plano de Tokens” lançado em abril. Em 2026, a Xiaomi prevê investir 16 bilhões de yuans (US$ 2,4 bilhões) em IA e IA incorporada, com possibilidade de ajuste de orçamento conforme o ritmo de adoção.
Automotivo e entregas
- Veículos: 80.856 unidades foram entregues no 1º trimestre, alta de 6,6% na comparação anual, mas queda de 44,3% frente ao trimestre anterior, refletindo a transição entre a primeira geração do SU7 e a nova linha. A meta anual de 550 mil veículos permanece, exigindo uma média de cerca de 156 mil entregas por trimestre.
- Preços e produção: a receita do setor automotivo somou 19 bilhões de yuans (US$ 2,8 bilhões). O preço médio de venda caiu para 235 mil yuans, frente a 250 mil no quarto trimestre, influenciado por subsídios fiscais e menor demanda de estoques.
Panorama internacional e outros negócios
- Internacionalização: a receita no exterior atingiu recorde histórico, com crescimento de dois dígitos, impulsionada pela expansão de canais de distribuição e de categorias de produtos no exterior.
- Outros segmentos: o segmento de internet das coisas e consumo caiu 23,7%, para 24,7 bilhões de yuans, impactado por uma base de comparação elevada na China continental.
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