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Parlamentares discutem futuro do BRB com ministro da Fazenda

PT discute futuro do BRB com ministro da Fazenda; empréstimo com FGC é avaliado no STF, buscando evitar privatização e estabilizar o banco

Deputados do PT se reúnem com ministro da Fazenda para tratar do Banco de Brasília (BRB) - (crédito: Ana Carolina Alves)
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  • PT participa de reunião com o ministro da Fazenda para discutir o futuro do BRB, em meio a negociações sobre empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
  • Governo federal ampliou a capacidade de endividamento do Distrito Federal, considerado crucial para a sobrevivência do BRB diante da crise.
  • A definição do socorro deve sair na próxima reunião no Supremo Tribunal Federal, com avaliação de um consórcio de grandes bancos; juros, prazo e carência ainda em negociação.
  • O GDF deve apresentar um plano de ajuste fiscal como contrapartida, conforme apontado pela deputada Érika Kokay; dúvidas permanecem sobre impactos para a população mais vulnerável.
  • O BRB não divulgou balanços até 31 de março e acumula multa diária; parlamentares afirmam que a União pode evitar privatização ou liquidação ao ampliar crédito, responsabilizando os responsáveis pela crise.

Representantes do PT se reuniram na manhã desta quarta-feira (27/5) com o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tratar do futuro do Banco de Brasília (BRB). A reunião ocorre em meio a negociações sobre um empréstimo bilionário com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O encontro se deu após o governo federal ampliar a capacidade de endividamento do DF, medida vista como crucial pela bancada. A deputada Érika Kokay afirmou que a ampliação salvou o BRB de um cenário mais grave, caso os limites anteriores tivessem sido mantidos.

Segundo Kokay, a crise foi criada pela gestão local e a ajuda federal foi decisiva para evitar a liquidação do banco, considerado essencial para a sociedade. A parlamentar ressaltou que a decisão da União manteve o BRB em funcionamento.

A negociação sobre o socorro envolve avaliação por um consórcio de grandes bancos, com participação de instituições públicas e privadas, incluindo Caixa e Banco do Brasil. As condições, como juros, prazo e carência, ainda não estão definidas.

A discussão também envolve o compromisso do Governo do Distrito Federal (GDF) de apresentar um plano de ajuste fiscal, cuja iniciativa partiu da governadora Celina Leão, segundo Kokay. Novas reuniões devem detalhar esse dispositivo.

Fiscalização e impactos

O deputado distrital Chico Vigilante (PT) destacou a necessidade de acompanhar o efeito do ajuste sobre a população de baixa renda, afirmando que o objetivo é evitar danos aos mais pobres. Vigilante criticou a opção de levar a questão ao STF, em vez de seguir caminhos de negociação com o governo federal.

Ainda conforme a deputada, a única sinalização concreta até o momento é o aumento do teto de crédito do DF, hoje em torno de 900 milhões de reais, com a necessidade imediata estimada em seis bilhões. O empréstimo, explicou ele, depende da aprovação de condições dentro do novo limite.

Sobre a situação financeira do BRB, cresce a pressão pela divulgação de balanços pendentes desde 31 de março, com multa diária de 50 mil reais. Kokay afirmou que não há prazo formal imposto pelo BC; segundo Vigilante, o prazo partiu do próprio BRB.

Perspectivas

Apesar das incertezas, espera-se que a participação da União contenha medidas mais drásticas, como privatização ou liquidação do BRB. Kokay reforçou a necessidade de responsabilizar os responsáveis pela crise e afirmou que haverá acompanhamento das condições apresentadas pelo GDF.

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