Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Proposta para fim da 6×1 se afasta do padrão internacional, aponta CLP

CLP aponta que fim da escala 6x1 fica aquém do padrão internacional, com rigidez de dois dias de folga e impacto maior em pequenos negócios

CLP aponta diferença entre modelo mais comum no mundo e a PEC que tramita no Congresso
0:00
Carregando...
0:00
  • O CLP aponta que a proposta de fim da escala 6×1 está distante do padrão internacional, impondo uma jornada com dois dias de folga por semana.
  • O estudo comparou a proposta com 22 países e blocos como a União Europeia e a Organização Internacional do Trabalho, indicando limites diários/semanais, mas sem folga fixa em dois dias.
  • O texto do relator, deputado Leo Prates, foi apresentado na Câmara e há expectativa de aprovação no plenário ainda nesta quarta-feira.
  • A PEC prevê redução de duas horas na jornada e fim da escala 6×1 em até dois meses após a promulgação, com mais duas horas a menos por semana em até um ano.
  • O CLP enfatiza riscos para custos e flexibilidade, especialmente para pequenas empresas, além de considerar 14 meses um prazo curto para implementação.

O CLP (Centro de Liderança Pública) divulgou nesta quarta-feira (27) um estudo sobre a proposta de fim da escala 6×1 em tramitação no Congresso. A instituição afirma que o modelo apresentado pelo Congresso está distante do padrão internacional de regras trabalhistas.

A pesquisa compara a proposta que tramita na Câmara dos Deputados com sistemas de 22 países e com blocos como UE e OIT. O resultado aponta que o Brasil impõe uma jornada rígida com dois dias de folga e tem prazo de implementação de até 14 meses.

Para o CLP, a exigência de dois dias de descanso não é comum em muitos mercados, que costumam prever apenas um dia de folga semanal. A análise também destaca que a rigidez dificultaria arranjos de escala diferentes, como jornadas reduzidas em seis dias.

O que muda na prática

A PEC em análise prevê redução de 2 horas na jornada e a proibição da escala 6×1 em até dois meses após a promulgação. O prazo total para diminuir mais 2 horas semanais seria de até um ano.

Segundo o estudo, a maior diferença em relação a outros países está na imposição da escala 5×2 como teto. Países com jornadas menores costumam manter flexibilidade na distribuição de horas ao longo da semana.

A comparação com França, Japão, China e México aponta que muitos permitem distribuição das horas em até seis dias, com descanso flexível. O CLP reforça que tais formatos podem facilitar ajustes para setores específicos.

Impactos e críticas

O CLP alerta que a regra pode trazer custos maiores para as empresas e reduzir a flexibilidade de escalas, prejudicando a organização de turnos. A entidade teme aumento da informalidade e da rotatividade, principalmente entre pequenos negócios.

Segundo a nota técnica do CLP, a transição em 14 meses é considerada curta para mudanças constitucionais com efeitos amplos na economia. A instituição defende um cronograma gradual por setor ou porte de empresa.

A pesquisa recomenda que a implementação seja gradual, acompanhando impactos sobre emprego, salários e preços antes de uma adoção total. Uma abordagem por etapas permitiria avaliar efeitos em diferentes segmentos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais