- Em toda a Amazônia Legal, mais de 67% dos trabalhadores com ensino superior seguem no setor público, especialmente em governos estaduais; no Brasil, esse indicador não passa de 43%.
- Em 2018, apenas 18,7% dos amazonenses tinham emprego formal, ante 28,4% no restante do país; a Amazônia responde por 9% dos empregos formais, apesar de ter 13% da população.
- O setor privado formal na região emprega 12,7% da população, bem menos que os 23,1% observados no restante do Brasil; a maior parte dos vínculos públicos está na administração direta.
- Entre quem tem ensino superior, a participação no setor público na Amazônia Legal é de 67,4%, contra 42,4% no restante do país; o setor público atrai mais profissionais qualificados por lá.
- O salário mediano para quem tem ensino superior é de R$ 4.808 no setor público, 60,6% acima do privado (R$ 2.994); o prêmio salarial público estadual chega a 55,7% na região, versus 12,7% no restante do Brasil.
Na Amazônia Legal, o mercado de trabalho formal de maior qualificação está fortemente ligado ao setor público, especialmente aos governos estaduais. Estudo recente do Amazônia 2030 aponta que mais de 67% dos trabalhadores com ensino superior atuam no Estado, contra menos de 43% no restante do país.
A pesquisa usa dados da Rais de 2018 para mapear o emprego formal. O setor privado formal representa apenas 12,7% da população na região, vs. 23,1% no restante do Brasil. A presença pública, por sua vez, é concentrada na administração direta, com menor participação de militares e estatais.
Protagonismo dos governos estaduais
Entre quem tem ensino superior, 42,5% trabalham no setor público estadual na Amazônia, enquanto no restante do país a participação é de 33,1%. A função administrativa absorve 29,2% dos formados, quase triplicando a média nacional de 10,2%.
Salários e atratividade do setor público
O salário mediano de quem tem ensino superior é significativamente maior no setor público da Amazônia: R$ 4.808, ante R$ 2.994 no privado em 2018. No país, a diferença fica em 27,5%. O estudo aponta prêmio salarial público com 46,0% a mais na região e 55,7% entre governos estaduais, frente ao privado.
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