- O presidente Donald Trump admite que os Estados Unidos são uma potência decadente e fundamenta parte de sua política nessa percepção, com o slogan Make America Great Again.
- A principal aposta é a recuperação da indústria nacional, incluindo tarifas, para reequilibrar a competitividade frente à China, ainda que o impacto nos serviços seja relevante e reduza os efeitos sobre o PIB.
- A política anti-imigração pode elevar os custos de mão de obra e, em consequência, prejudicar setores industriais.
- A causa central do declínio é apontada como o gasto público excessivo, que aumenta a dívida e pressiona o dólar, levando à desvalorização da moeda.
- Em encontro com Trump, Xi Jinping alertou sobre o risco de compensar o declínio com uso excessivo do poder militar, fato que não provocou reação negativa de Trump.
O presidente dos EUA, Donald Trump, reconhece que os Estados Unidos são uma potência decadente e baseia parte de sua política nessa leitura. O slogan de seu governo é Make America Great Again, com foco na recuperação da indústria nacional.
A fala de Trump ocorre em um contexto de debate sobre o desempenho econômico e o papel dos EUA no cenário global. Xi Jinping alertou, em reunião com Trump, sobre o risco de compensar o declínio com uso excessivo da força militar, sem criticar diretamente as posições de Trump.
Xi não reagiu negativamente às declarações de Trump durante a viagem à China, segundo relatos da ocasião. A discussão gira em torno de estratégias para conter o declínio relativo dos EUA frente a outras potências.
Política industrial e tarifas
A política de Trump prioriza a recuperação da indústria, com tarifas que visam reequilibrar a competição com a China e com o restante do mundo. O objetivo é restaurar a competitividade de bens manufaturados.
As tarifas alfandegárias incidem sobre produtos comercializáveis, não sobre serviços. Mesmo assim, o setor de serviços representa a maior parcela do PIB americano, limitando o impacto da medida sobre o desempenho macro.
Custos da política migratória e gastos públicos
A adoção de uma agenda anti-imigração pode elevar custos de mão de obra e, por consequência, pressionar a indústria. Ao mesmo tempo, o principal desafio macro é o gasto público elevado.
O déficit fiscal tem aumentado ao longo dos anos, exigindo maior emissão de dívida. A desvalorização do dólar preocupa detentores de reservas externas, que buscam ativos alternativos.
Desafios econômicos e perspectivas
A combinação de déficit, dívida crescente e inflação de ativos eleva a incerteza sobre o ritmo de recuperação econômica. Analistas destacam que depender apenas de medidas protecionistas pode limitar efeitos sobre o PIB.
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