- Goldman Sachs mantém recomendação de compra para Vale, com preço-alvo de US$ 18 por ADR e upside de cerca de nove por cento, destacando foco em ativos de cobre.
- O banco aponta rotação de investidores para ativos tangíveis e vê espaço para destravar valor não precificado pela ação, estimando até US$ quatro trilhões em potencial de investimento.
- No segmento de Metais Básicos, a Vale tem seis projetos no pipeline que podem elevar a produção de 350 ktpa para 700 ktpa; Bacaba, em Carajás, é o primeiro a avançar, com capex estimado em US$ cinco bilhões.
- A estratégia de níquel é operar ativos existentes e reduzir custos, diante de incertezas de oferta e demanda pela Indonésia, enquanto o cobre ganha importância para o crescimento de longo prazo.
- Sobre retorno ao acionista, a empresa prefere recompras como foco de capital, mas mantém avaliação de dividendos conforme eficiência da estrutura de capital; para minério de ferro, 90% da fatia de fretes já está contratada.
A Vale (VALE3) voltou ao radar de investidores ao entrar em rota de transformação para ativos tangíveis, com foco em cobre. O Goldman Sachs mantém recomendação de compra, apontando potencial de valorização e uma abertura de valor não embutida no preço das ações.
O banco projeta que a empresa pode destravar até US$ 4 trilhões em investimentos que ficaram de fora, em função de questões passadas de ESG. A gestão afirma já ter liberado parte desse montante e amplia o foco em operações e metais básicos.
Marcelo Bacci, diretor financeiro, disse que a Vale reduziu a ênfase em macroeconomia e política e direcionou a comunicação com o mercado para o operacional. O objetivo é fortalecer o desempenho em metais básicos, especialmente cobre.
Foco em metais básicos e pipeline de cobre
A Vale reforça que o crescimento está no cobre, com seis projetos no pipeline para elevar a produção de 350 mil toneladas por ano para 700 mil tpa. Cinco projetos estão em Carajás, com Bacaba como primeiro a avançar.
O investimento estimado para o conjunto de projetos é de cerca de US$ 5 bilhões. A administração afirma que a capex terá intensidade inferior a US$ 15 mil por tonelada. Relatórios técnicos devem sair no segundo semestre de 2026.
No âmbito do níquel, a estratégia prioriza melhoria operacional e custos, aproveitando preços elevados. Há incerteza sobre oferta e demanda devido a restrições da Indonésia, mas a empresa busca reduzir custos com o apoio de subprodutos.
Minério de ferro e retorno ao acionista
Quanto ao minério de ferro, o Goldman Sachs observa que custos têm sido impactados por tensões geopolíticas, mas contratos representam 75% dos fretes, reduzindo a exposição aos preços à vista. Em 2025, a Vale já estruturou contratos para 90% da fatia de fretes.
Sobre dividendos, a gestão aponta que a decisão de retornar capital busca eficiência da estrutura de capital e retorno aos acionistas. A prática de recompras tende a ser contínua, com menor impacto no preço das ações.
A administração reiterou que não há foco em fusões ou aquisições de cobre, avaliando ativos caros ou menos competitivos. A estratégia de alocação de capital permanece disciplinada, com prioridade para o bolso de produção e eficiência.
A recomendação de compra permanece, com alvo de US$ 18 por ADR, sinalizando potencial de alta de cerca de 9% frente ao último fechamento. A visão considera a reavaliação de valor diante da rotação para ativos tangíveis.
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