- Datafolha aponta que 71% dos trabalhadores não veem risco de perder o emprego, maior patamar desde 2013.
- A pesquisa foi feita nos dias 12 e 13 de maio com 1.312 pessoas de 16 anos ou mais, em 139 municípios; margem de erro é de três pontos percentuais.
- O contexto é de desemprego historicamente baixo, com a taxa de desocupação em torno de seis por cento.
- Segurança varia entre grupos: 60 anos ou mais chegam a 80%; servidores públicos, 84%; quem recebe até dois salários mínimos cai a 65%.
- Sobre o medo do desemprego, 58% não têm medo, 21% têm muito medo e 20% dizem que o desemprego é um dos fatores que despertam temor.
O Datafolha divulgou que 71% dos trabalhadores brasileiros não teme perder o emprego, o maior percentual desde 2013. O levantamento ocorre em um momento de desemprego historicamente baixo, em torno de 6%. A pandemia ficou para trás e a confiança no mercado de trabalho voltou a subir.
Participaram da pesquisa pessoas com 16 anos ou mais, em 139 municípios, totalizando 1.312 entrevistas. Foram considerados apenas trabalhadores formais e informais da PEA, incluindo assalariados, autônomos e empresários. Desempregados, aposentados e estudantes ficaram fora da amostra.
O estudo foi realizado nos dias 12 e 13 de maio, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Os números atuais se destacam na série histórica do Datafolha, superando índices anteriores de 70% e mantendo o contexto de recuperação econômica.
Quem se sente mais seguro
Entre trabalhadores com 60 anos ou mais, 80% não veem risco de perder o emprego. Entre servidores públicos, o índice chega a 84%. Já a renda familiar de até dois salários mínimos eleva o risco de queda na confiança, com 65% sem percepção de perigo.
Medo relacionado ao desemprego
Dados indicam que 58% afirmam não ter medo de perder o emprego. Outros 21% dizem que essa possibilidade é a que mais os preocupa, enquanto 20% consideram o desemprego um dos fatores de temor. Entre os menos escolarizados, jovens de 16 a 24 anos e quem ganha até dois salários mínimos, o índice de tranquilidade cai para 50%.
O estudo também compara o comportamento entre diferentes faixas de renda e escolaridade, evidenciando maior sensação de segurança entre quem tem formação superior e entre profissionais com remuneração mais alta. Em contrapartida, grupos com menor escolaridade e renda sofrem maior percepção de vulnerabilidade no mercado de trabalho. Dados completos são de divulgação do Datafolha.
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