Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Acordo com governo envolve BRB e Banco Master; custo fica para o contribuinte

Acordo para salvar BRB transfere para o contribuinte o rombo de R$ 8,8 bilhões; empréstimo de até R$ 6,5 bilhões em quinze anos, com dois de carência, lastreado pelo orçamento público

Ressarcimento de valores por parte de quem desviou recursos pode minimizar impacto, mas fatura será cobrada no orçamento público
0:00
Carregando...
0:00
  • BRB comprou R$ 12 bilhões em créditos podres do Banco Master, gerando um prejuízo estimado de R$ 8,8 bilhões.
  • O acordo prevê um empréstimo do Banco de Brasília para cobrir o rombo, lastreado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
  • O empréstimo terá duração de quinze anos, com dois anos de carência; se houver inadimplência, bancos podem reter repasses da União ao Distrito Federal.
  • O ressarcimento pelos desviadores pode atenuar o impacto, mas depende de decisões judiciais, bloqueio de bens e andamento das investigações.
  • O orçamento do Distrito Federal será impactado, com o empréstimo correspondendo a até 16% da Receita Corrente Líquida, estimando até R$ 6,5 bilhões, sem entrar no limite de endividamento do DF.

BRASÍLIA — O governo federal e o governo do Distrito Federal fecharam um acordo para socorrer o Banco de Brasília (BRB) e evitar a sua liquidação. O acordo envolve o repasse de recursos públicos para sanar prejuízos oriundos de operações com o Banco Master, alvo de fraudes.

O BRB comprou créditos podres do Banco Master no valor de 12 bilhões de reais, resultando num rombo estimado em 8,8 bilhões. Para cobrir o déficit, o DF, controlador do BRB, recorrerá a um empréstimo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O empréstimo terá prazo de 15 anos, com dois anos de carência. Caso o DF não pague, podem ocorrer retenções de repasses da União para o DF. Assim, a operação fica lastreada em recursos públicos, seja pelo pagamento ou pela garantia.

Uma parte importante do acordo prevê o ressarcimento do prejuízo pelos responsáveis pela fraude, o que poderia reduzir o impacto no orçamento. Contudo, esse ressarcimento depende de decisões judiciais, investigações avançadas e bloqueio de bens, entre outros desdobramentos.

Detalhes do acordo indicam que o orçamento do DF sofrerá impacto, contrariando declarações de autoridades locais de que não haveria saída de recursos públicos. O empréstimo pode chegar a até 16% da Receita Corrente Líquida, estimando-se até 6,5 bilhões de reais, sem contar no limite de endividamento do DF.

Detalhes do acordo

  • O recurso obtido terá natureza de crédito externo para o BRB, com lastro em recursos públicos.
  • O custo do empréstimento será pago ao longo de 15 anos, com a carência de dois anos.
  • O ressarcimento por parte de quem desviou recursos depende de decisões judiciais e de avanços nas investigações.
  • A conclusão do acordo evita a liquidação do BRB, mas transfere parte do ônus financeiro para o orçamento público.

Fontes próximas às negociações afirmam que o formato busca evitar descontinuidade de serviços e manter operações do BRB, principal instituição financeira regional controlada pelo governo do DF. O desenrolar das investigações poderá alterar o montante efetivamente recuperável.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais