- AfroRec se transforma em Grupo Nexa Cine, uma holding que centraliza inteligência de mercado, dados, eventos e produção audiovisual, com quatro empresas: Nexa Tech, Nexa Eventos, Nexa Studios e AfroRec.
- O modelo passa a ser B2B, com faturamento estimado de R$ 192 mil em 2025 e projeção de R$ 336 mil em 2026, além de valuation de R$ 1,1 milhão.
- Ao longo de sete anos, foram formados mais de 2,5 mil profissionais negros e impactadas cerca de 12 mil pessoas; 670 já estão inseridos no mercado, e a base de dados ativa soma 18 mil perfis, com alcance mensal de 200 mil trabalhadores do setor.
- A plataforma atua como marketplace de talentos e serviços, conectando profissionais a produtoras e marcas, com planos de incluir serviços, análises de dados e trilhas profissionais nas próximas fases.
- A meta é captar cerca de R$ 400 mil nos próximos três anos para acelerar a estrutura tecnológica, ampliar a plataforma e as operações nacionais, com sedes previstas em São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A AfroRec, organização criada em 2019 para formação de profissionais negros no audiovisual, muda de formato e se transforma em Grupo Nexa Cine, uma holding que agrega inteligência de mercado, dados, eventos e produção. A mudança, anunciada pelo fundador Mill Müller, marca a passagem do terceiro setor para o modelo B2B, com atuação integrada no setor audiovisual brasileiro.
A nova estrutura reúne quatro empresas: Nexa Tech, Nexa Eventos, Nexa Studios e AfroRec. A expectativa é ampliar a atuação nacional e colocar o grupo em posição de captar recursos para crescer, mantendo foco em inclusão e oportunidades para profissionais de comunidades historicamente menos assistidas.
Nova estrutura e foco estratégico
O Grupo Nexa Cine projeta faturar R$ 336 mil em 2026, ante R$ 192 mil em 2025, com valuation estimado em R$ 1,1 milhão. A apresentação oficial ocorrerá na Rio2C 2026, no Rio de Janeiro, até 31 de maio. O objetivo é conectar talentos a empresas por meio de dados e plataformas digitais.
Segundo Müller, o audiovisual brasileiro é potente, porém fragmentado. A Holding pretende integrar formação, dados, pesquisas, eventos, conteúdo e conexão profissional em uma única estrutura. A Nexa Tech passa a concentrar banco de dados, pesquisas de comportamento e inteligência estratégica.
A AfroRec mantém a formação de profissionais negros, periféricos e indígenas, porém passa a operar dentro de um modelo de negócios B2B. O grupo também estruturará receitas com projetos de inteligência de mercado, ativações, produção de conteúdo e patrocínios de formação.
Dados e impacto social
Do total de profissionais formados, 670 já ingressaram no mercado, com média de 200 mil trabalhadores do setor alcançados mensalmente e 18 mil em base de dados ativa. A maioria é mulher (62%), com destaque para a distribuição regional: Sudeste (48,1%) e Nordeste (25,1%).
Quase 42% dos profissionais nunca tiveram acesso a formação formal, enquanto 13,7% concluíram cursos na área. Formalização aponta 21,6% contratados via CLT e 18,4% como pessoa jurídica. Müller comenta que o desafio é ampliar oportunidades de acesso e profissionalização, não apenas a formação.
Modelo de negócios e investimentos
As fontes de receita incluem inteligência de mercado, pesquisas para marcas, ativações, produção de conteúdo e programas de formação patrocinados. A monetização também envolve serviços de dados e mídia para o segmento audiovisual.
Entre os planos, o grupo busca captação de R$ 400 mil nos próximos 3 anos para ampliar a Nexa Tech, a plataforma de integração de talentos, e expandir operações nacionais. O objetivo é atrair investidores estratégicos que compreendam o potencial do setor.
Contexto do setor
A transformação acompanha o crescimento do audiovisual impulsionado por streaming e formatos independentes, que ampliam a demanda por talentos e por plataformas de conectividade. Müller ressalta que o avanço ocorre ao mesmo tempo em que a competição se intensifica e a atenção do público se torna um ativo valioso.
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